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Análise temática · Edição 2 · quinta-feira, 25 de junho

A safrinha que decide se vale a pena arrendar no Mato Grosso. Só com soja, o teto não paga metade da terra.

No Mato Grosso, a conta do arrendamento não fecha só com a soja. Você faz a soja, fecha o resultado, e ele nem chega perto do que a terra custa de arrendamento no mercado de hoje. É a segunda safra, o milho safrinha, que cria a margem de verdade sobre o arrendamento. E é por isso que, em terra arrendada, ela é quem decide se vale plantar.

Antes de seguir, um combinado sobre os números. Tudo aqui é o resultado da operação por hectare, sem contar o custo da terra e sem a depreciação de máquinas. Quem é dono da terra pode ler esse valor quase como o resultado do bolso. Quem arrenda ainda precisa pagar a terra a partir dele.

R$ 2.709/haResultado da operação do ciclo soja mais safrinha de milho em MT, safra 25/26, sem arrendamento e sem depreciação de máquinas (soja R$ 2.106 + safrinha R$ 603)

Fonte: Aegro · safras qualificadas de MT · 25/06/2026

~25 sacas/haTeto de arrendamento do ciclo completo, ao preço de soja de R$ 108,52/sc. Teto é ponto de lucro zero, não meta

Fonte: Aegro · safras qualificadas de MT · 25/06/2026

~8 sacas/haTeto da soja solo, em cenário simulado sem safrinha para diluir a estrutura: cerca de metade do arrendamento típico do estado, de 14 a 15 sacas/ha

Fonte: Aegro · cenário sobre safras qualificadas · 25/06/2026

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Dados agregados e anonimizados · Atualizados em 29/08/2026