Relação de trocaAnálise temática · sexta-feira, 7 de agosto
Em sacas de soja, o adubo no RS voltou ao preço da guerra. E o defensivo está mais barato que em 2018.
O Aegro Insights analisou 179 mil itens de nota fiscal de 647 fazendas gaúchas, de 2018 a 2026: medido na moeda que a fazenda produz, fertilizante aperta como no pico de 2022, enquanto inseticida custa menos que em 2018 até em reais.
Fonte: Aegro · NF-e do RS · 05/08/2026
Fonte: Aegro · NF-e do RS · 05/08/2026
Fonte: Aegro · NF-e do RS · 05/08/2026
Depende da régua, e muda de sinal quando a régua é a saca
"Os insumos subiram" é a frase mais repetida, e menos precisa, do custo de produção. Nas notas fiscais de compra de 647 fazendas do RS registradas no Aegro entre janeiro de 2018 e julho de 2026 (179 mil itens), o Aegro Insights mediu o que cada categoria fez de verdade. A resposta depende da régua, e muda de sinal quando a régua é a saca.
Em reais, de 2018 a 2026, fertilizante subiu 96%, herbicida 41%, fungicida 12%, e inseticida caiu 10%, única categoria mais barata que 2018 até no boleto nominal. Mas a fazenda não paga insumo com reais: paga com o grão que produz. Convertendo cada compra pelo preço médio da soja no RS no mesmo ano, o quadro vira: herbicida está 11% mais barato que em 2018, fungicida 30%, inseticida 44%, e só o fertilizante segue 23% mais caro.
O aperto tem endereço: ureia, não potássio
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