Custo e margemAnálise temática · quinta-feira, 6 de agosto
As lavouras mais lucrativas do RS não são as maiores, nem as que mais gastam.
No terço mais lucrativo da soja gaúcha, cada saca custa R$ 58; no menos lucrativo, R$ 118. Análise do Aegro Insights com 296 safras mostra que a diferença vem de produtividade e custo, quase nada de preço, e nada de tamanho.
Fonte: Aegro · safras qualificadas do RS · 05/08/2026
Fonte: Aegro · safras qualificadas do RS · 05/08/2026
Fonte: Aegro · safras qualificadas do RS · 05/08/2026
A distância entre o topo e a base é grande
Toda região produtora tem a mesma pergunta: o que as fazendas que mais ganham fazem de diferente? Para responder com dado, e não com impressão, o Aegro Insights dividiu 296 safras de soja de 113 fazendas do RS (2019/20 a 2025/26) em três grupos, do resultado mais alto ao mais baixo.
A distância é grande. O terço mais lucrativo colheu 65,8 sc/ha gastando R$ 3.833 por hectare de custo operacional efetivo, a régua não inclui arrendamento nem depreciação de máquinas, e cada saca custou R$ 58. O terço menos lucrativo colheu 42,0 sc/ha gastando R$ 4.935, R$ 118 por saca. O mesmo grão custa o dobro para nascer numa lavoura e na outra (96 e 101 safras em cada grupo). Entre os dois extremos, a diferença de resultado passa de R$ 4.600 por hectare.
Duas explicações fáceis não se sustentam nos dados
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