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Custo e margemAnálise temática · quarta-feira, 16 de setembro

As lavouras mais lucrativas de MS não são as que menos gastam. São as que gastam melhor.

O menor custo por hectare da soja sul-mato-grossense está no terço do meio da tabela, que ganha metade do terço de cima. Análise do Aegro Insights com 200 safras mostra que o grupo mais lucrativo é o único que gasta acima da média em fungicida, e que a conta de comprar bem vale até R$ 26,7 mil a cada R$ 100 mil.

R$ 63,25/scCusto por saca no terço mais lucrativo de MS (67,2 sc/ha, R$ 4.205/ha)

Fonte: Aegro · safras qualificadas de MS · 12/08/2026

R$ 110,95/scCusto por saca no terço menos lucrativo (45,0 sc/ha, R$ 4.728/ha)

Fonte: Aegro · safras qualificadas de MS · 12/08/2026

R$ 26,7 milDiferença a cada R$ 100 mil em fungicida, entre quem compra melhor e quem paga mais (37 fazendas)

Fonte: Aegro · safras qualificadas de MS · 12/08/2026

O menor custo não está no grupo mais lucrativo

Toda região faz a mesma pergunta: o que as fazendas que mais ganham fazem de diferente? Para responder com dado em Mato Grosso do Sul, o Aegro Insights separou 200 safras de soja de 72 fazendas do estado (2019/20 a 2025/26) em três grupos, do resultado por hectare mais alto ao mais baixo, e fez essa separação dentro de cada safra, para que ano bom e ano ruim não contaminassem a comparação.

A resposta contraria o senso comum. O menor custo operacional efetivo por hectare não está no grupo mais lucrativo: está no terço do meio, com R$ 4.065 por hectare, sem arrendamento e sem depreciação de máquinas. O terço de cima gasta mais, R$ 4.205, e ganha o dobro: R$ 4.258 por hectare de resultado contra R$ 2.158 do meio.

A alavanca que sobra está no pedido, não no talhão

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Dados agregados e anonimizados · Atualizados em 16/09/2026