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Compra bem feitaAnálise temática · quarta-feira, 24 de junho

De um fornecedor para uma carteira: como o produtor de soja mudou a forma de comprar insumo em 8 anos.

Olhamos como milhares de fazendas de soja lançaram a compra de insumo no Aegro entre 2018 e 2025. A mudança é clara: o produtor parou de concentrar a compra em pouca gente e passou a montar uma carteira de fornecedores. E quem faz isso paga mais barato pelo mesmo produto. Comprar de mais gente não é dispersão, é cotação, e cotação anda junto de pagar menos no litro.

4 → 13Fornecedores de insumo por safra na fazenda típica de soja, 2018 vs. 2025

Fonte: Aegro · lançamentos de compra · 24/06/2026

27% → 7%Fazendas que ainda compram de um fornecedor só. O padrão praticamente desapareceu

Fonte: Aegro · lançamentos de compra · 24/06/2026

até 7%Distância no mesmo defensivo entre as duas pontas combinadas: fazenda pequena que cota pouco (4% acima da média) e grande que cota muito (3% abaixo). Só o efeito da cotação, dentro de cada porte, é de 2% a 3%

Fonte: Aegro · lançamentos de compra · 24/06/2026

De 4 para 13 fornecedores

Em 2018, a fazenda de soja típica comprava insumo de 4 fornecedores no ano. Em 2025, são 13. A média subiu de 7 para 17. Ao mesmo tempo, a compra deixou de ficar amarrada a pouca gente: o que ia para os 3 maiores fornecedores caiu de 99% para 81% do valor gasto.

Essa mudança é de comportamento, não de cadastro. Mesmo olhando as mesmas fazendas nos dois pontos do tempo, o número quase dobra (de 10 para 19), e 7 em cada 10 fazendas aumentaram a própria carteira de fornecedores. O dado se mantém quando olhamos só as compras que chegam por nota fiscal automática, onde a forma de registrar é a mesma o tempo todo.

O fim do fornecedor único

A carteira larga virou o padrão

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Dados agregados e anonimizados · Atualizados em 07/09/2026