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Sexta-feira, 6 de novembro

Crédito rural encolhe 22,65%

Tornado em Chapecó passa de R$ 13 mi, soja perde força e o dólar volta perto de R$ 5,49.

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Crédito rural encolhe 22,65%

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Ontem, quinta-feira (05/11), o dólar subiu 0,73% e voltou perto de R$ 5,49, e a soja perdeu força em Chicago depois do relatório semanal do USDA. No Sul, o tornado em Chapecó já soma mais de R$ 13 milhões em prejuízos à agropecuária, e a chuva voltou a parar a colheita do trigo no Rio Grande do Sul. O destaque é o crédito rural, que encolheu 22,65% entre julho e setembro na comparação com o mesmo período de 2025.

Compare Preços

O mesmo insumo, no mesmo mês, chega a custar mais que o dobro

Nos dados do Aegro Insights, o mesmo defensivo chegou a variar mais de 100% de preço dentro de um único mês. O Exalt, em julho de 2025, foi de R$ 432 a R$ 950 por litro, uma diferença de 119,9%. Em dezembro de 2025, o Vessarya foi de R$ 115 a R$ 253, e o Engeo Pleno S, de R$ 91 a R$ 199.

Dentro do mesmo estado, a distância continua grande. Em fevereiro de 2026, em Minas Gerais, o Exalt custou de R$ 494 a R$ 1.009 por litro, 104% de diferença. Entre os fertilizantes, o SSP variou 115,8% à vista em setembro de 2025, de R$ 1.390 a R$ 3.000 por tonelada, e a ureia, 113,8% em junho de 2025.

Quem pagou menos negociou melhor, porque o mercado era o mesmo. Como 38% a 43% das compras de insumo se concentram entre outubro e dezembro, cotar com mais de um fornecedor antes de fechar é o passo mais direto para ficar do lado de baixo dessa tabela.

Destaques da Mídia

Chuva custa R$ 13 mi em Chapecó e crédito rural encolhe

Chuva custa R$ 13 mi em Chapecó e crédito rural encolhe

O tornado que atingiu Chapecó (SC) já deixou mais de R$ 13 milhões em prejuízos à agropecuária, segundo levantamento preliminar divulgado ontem. A horticultura concentra as maiores perdas, e lavouras de milho e trigo, produção de leite e instalações rurais também foram atingidas. No Rio Grande do Sul, temporais com mais de 100 milímetros paralisaram de novo a colheita do trigo e elevaram o alerta sobre a qualidade do grão. Quem ainda tem trigo no campo disputa a janela entre colher e perder qualidade, e a classificação do lote pesa no preço.

A soja perdeu força em Chicago ontem, pressionada pelo relatório semanal do USDA e por uma declaração da China. As vendas semanais dos EUA recuaram 44%, mas os embarques chegaram à máxima da temporada, e a China liderou as compras, com 873,9 mil toneladas. No Brasil, o dólar subiu 0,73%, perto de R$ 5,49, e os portos de Rio Grande e Paranaguá subiram 0,63% no físico. Quem negocia soja em reais recebe do câmbio parte do que Chicago tirou.

O crédito rural encolheu no início da safra 2026/27. Entre julho e setembro, as contratações somaram R$ 87,79 bilhões, queda de 22,65% sobre o mesmo período de 2025 e o terceiro ano seguido de recuo no trimestre. As dívidas do agro chegam a R$ 207,47 bilhões, e, mesmo com o Copom mantendo a Selic em 13,75%, os juros futuros subiram e encareceram o crédito de médio e longo prazo. Quem vai financiar o custeio precisa simular a parcela com a taxa atual, e não com a de meses atrás.

No custo, a Nutrien vê demanda forte por potássio, enquanto o alto custo pressiona os fertilizantes nitrogenados. A Rabobank projeta que as entregas de fertilizantes, estimadas em queda de 9,6% em 2026, subam 5% em 2027, com a estabilização das margens dos produtores. Potássio firme e nitrogenado caro entram juntos na conta do adubo da próxima safra.

Você Sabia?

A busca do Compare Preços agora compara compras do mesmo porte

No Compare Preços, da Aegro, a busca ganhou a coluna Porte, que mostra a faixa de cada compra, como 700 a 1.000 litros.

A busca também passou a cruzar a classe do produto com o NCM, e preço fora da realidade ou de embalagem diferente deixou de aparecer misturado na comparação.

Assim você compara o seu preço com compras do mesmo tamanho e do mesmo tipo de produto, e a cotação fica mais confiável.

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Por que considerar entrar no regime

Mesmo abaixo do limite de R$ 3,6 milhões, vale conversar com o seu contador. Quem compra a sua soja prefere fornecedor contribuinte, porque aproveita o crédito integral.

A compra de quem não é contribuinte gera só crédito presumido, que costuma ser menor. Indústria, trading e cooperativa podem dar preferência a quem entrou no regime.

ACESSE O CONTEÚDO DETALHADO

Destaques Soja e Milho

Destaques Soja e Milho

Soja

Com o dólar subindo 0,73%, a R$ 5,49, a soja nos portos avançou mesmo com a bolsa em queda: no físico de ontem, Rio Grande fechou a R$ 161,00 e Paranaguá a R$ 160,00, ambos com +0,63%, e Castro/PR ficou estável em R$ 152,00. O indicador CEPEA/ESALQ em Paranaguá de quarta (04/11) recuou 0,70%, a R$ 158,17 por saca. A soja de janeiro na B3 caiu 1,21%, a US$ 26,23 por saca.

Milho

O dólar mais alto não chegou ao milho do interior. O CEPEA/ESALQ de quarta (04/11) subiu 0,42%, a R$ 66,47 por saca, mas o físico de ontem ficou em R$ 69,00 em Paranaguá e R$ 67,00 em Campinas/SP, contra R$ 42,50 em Sorriso/MT (-0,47%). Em Mato Grosso, o IMEA registrou baixas de até 2,37%, como em Rondonópolis, a R$ 45,40, e o contrato de janeiro na B3 caiu 0,73%, a R$ 71,20.

Entre Paranaguá e Sorriso a diferença é de R$ 26,50 por saca, e é no frete que o preço do porto vira, ou não, preço de fazenda.

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Dados agregados e anonimizados · Atualizados em 06/11/2026