Chuva derruba qualidade no Sul
Ontem, quarta-feira (04/11), a soja caiu pela terceira sessão seguida em Chicago, o dólar recuou 0,60% e fechou o dia em R$ 5,46, e o milho físico perdeu até 6% em Mato Grosso do Sul. No Sul, a chuva em excesso trouxe perdas e problemas de qualidade nas lavouras. O destaque é o plantio da soja, que passou da metade da área, com Goiás já em 76%.
A falta de gestão custa até 40% do rendimento da lavoura
Nas análises do Aegro Insights, o agricultor brasileiro deixa de ganhar, em média, 40% a mais nos rendimentos da lavoura por causa de má gestão e falta de informação. A perda vem de decisões tomadas sem número na mão.
Quatro problemas aparecem com mais frequência. O primeiro é tocar a fazenda só com experiência e intuição. O segundo é usar ferramentas que olham apenas para o contábil ou o fiscal, sem ligar com a produção. O terceiro é a dificuldade de controlar o custo por safra e por talhão, e o quarto é a falta de controle financeiro geral e do fluxo de caixa.
Nos dados de soja do Aegro Insights, as 10% melhores fazendas produzem só 15% mais que a média, mas lucram 123% mais. Com o plantio passando da metade, este é o momento de abrir o custo por talhão da safra 2026/27, para comparar com o que cada área entregar na colheita.
Chuva derruba qualidade no Sul e plantio passa da metade
A chuva em excesso causou perdas, atrasos e problemas de qualidade no Paraná, segundo o Deral. No Rio Grande do Sul, temporais com granizo e vento forte danificaram lavouras, e um tornado com ventos de até 126 km/h deixou estragos em Chapecó (SC). No trigo, a perda de qualidade depois das chuvas na colheita já leva moinhos a comprar no exterior. Produtor com trigo a vender vai ver a classificação do lote pesar no preço tanto quanto a cotação.
O plantio da soja chegou a 51% da área prevista, segundo a Grainsights, em levantamento divulgado ontem. Goiás lidera com 76%, e o Pará está em 19%. No Matopiba, o Inmet indicou que o calor e a chuva irregular mantêm alta a demanda de água das lavouras. Onde a semeadura já terminou, a umidade do solo nas próximas semanas define o estande.
A soja caiu pela terceira sessão seguida em Chicago ontem, e o contrato de janeiro fechou em US$ 12,0225 por bushel (-0,97%), mesmo com o USDA anunciando a venda de 167 mil toneladas à Espanha. O dólar recuou 0,60%, a R$ 5,46, e a soja de janeiro na B3 caiu 0,90%. Bolsa e câmbio em queda no mesmo dia apertam o preço em reais de quem ainda tem soja para negociar.
No custo, o diesel comum subiu 6,96% no Sul e chegou a R$ 6,92 por litro, segundo o índice Edenred Ticket Log divulgado ontem. No crédito, cerca de 20% do custeio de soja e milho estava em atraso ou inadimplência em agosto, perto de R$ 15 bilhões, segundo a Veeries com dados do Banco Central. Frete mais caro e crédito mais seletivo entram juntos no planejamento da próxima safra.
Pelo Aegrozap, a atividade planejada vira realizada numa mensagem
Pelo Aegrozap, dá para programar uma atividade que ainda vai acontecer só mandando a mensagem, como "programa uma aplicação de fungicida na Gleba 3 para o dia 25".
Quando o serviço for feito, basta contar. O Aegrozap encontra o plano, mostra o que vira realizado e pede sua confirmação antes de salvar.
O recurso está nos planos Financeiro a Premium, para os perfis Gerente/Proprietário, Agronômico e Operacional. O planejado e o feito ficam no mesmo lugar, sem depender de alguém lembrar de lançar depois.
O limite de R$ 3,6 milhões
Faturou abaixo de R$ 3,6 milhões em 2025? Você não é obrigado a pagar IBS e CBS.
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Acima desse teto, você é contribuinte obrigatório, com apuração mensal de créditos e débitos.
Destaques Soja e Milho
Soja
O indicador CEPEA/ESALQ em Paranaguá mais recente na coleta (03/11) ficou em R$ 159,28 por saca (+0,25%), e o do Paraná em R$ 152,45 (+0,15%). No físico de ontem, os portos não se mexeram: Rio Grande pagou R$ 160,00, Paranaguá R$ 159,00 e Castro/PR R$ 152,00. Em Chicago, o contrato de janeiro caiu 0,97%, a US$ 12,0225 por bushel, na terceira queda seguida.
Milho
O CEPEA/ESALQ mais recente (03/11) subiu 0,84%, a R$ 66,19 por saca. No físico de ontem, Paranaguá ficou em R$ 69,00 e Campinas/SP em R$ 67,00, mas Mato Grosso do Sul caiu forte: Maracaju recuou 6%, a R$ 47,00, e Campo Grande e São Gabriel do Oeste perderam 4%, a R$ 48,00. Sorriso/MT fechou em R$ 42,70 (-0,23%). Em Chicago, o contrato de dezembro subiu 0,40%, a US$ 4,4425 por bushel.
Com o indicador nacional subindo e praças de MS caindo até 6% no mesmo dia, a referência de preço do milho nesta semana está mais na praça de cada um do que no número do CEPEA.