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Quarta-feira, 28 de outubro

Até 200 mm de chuva em GO, MT e MG

Soja cai em Chicago e sobe no porto, o boi renova máxima e o Rio Uruguai tem alerta.

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Até 200 mm de chuva em GO, MT e MG

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A chuva foi o assunto de ontem: um corredor de umidade pode render até cerca de 200 mm em Minas, Rio, Goiás e Mato Grosso até o fim do mês, e o Rio Uruguai teve alerta vermelho de inundação em São Borja (RS). Em Chicago, a soja caiu 0,97% e o milho, 1,37%, enquanto o dólar recuou 1,08%, perto de R$ 5,35. O boi gordo renovou máximas na B3 e o café arábica cedeu 2,39% em Nova York. O destaque é a distância entre a bolsa que cai e o porto que sobe.

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Quem lucra mais não corta a proteção da lavoura, corta custo no resto

Na análise do Aegro Insights sobre a safra 24/25 de soja, as fazendas do top 10% em lucratividade repetem cinco hábitos. O primeiro é o custo operacional: R$ 3.892 por hectare, 26% abaixo da média, o que equivale a R$ 1.359 por hectare a mais de lucro.

O segundo é a eficiência em máquinas, de 25% a 39% abaixo da média estadual, a maior oportunidade comum aos 17 estados da amostra. O terceiro é a adubação de precisão: fertilizante 21% menor e produtividade 15% maior, com análise de solo frequente e dose calibrada.

O quarto hábito é o que mais surpreende: o fungicida fica em R$ 430 por hectare, igual à média, e é o único item sem redução. O quinto é a operação enxuta, com outros custos de R$ 714 por hectare contra R$ 1.303 da média, 45% a menos em logística, administração e custos indiretos. Compare esses cinco números com os da sua fazenda, item por item, antes de decidir onde apertar.

Destaques da Mídia

Chuva forte avança, Chicago recua e o boi renova máxima

Chuva forte avança, Chicago recua e o boi renova máxima

A chuva ganhou força ontem em áreas agrícolas e deve atingir várias regiões nesta semana. Um corredor de umidade pode somar até cerca de 200 mm até o fim de outubro em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás e Mato Grosso. No Rio Grande do Sul, a Defesa Civil emitiu alerta vermelho de inundação para o Rio Uruguai, em São Borja, com validade até as 18h de terça (27/10). No Paraná, o Deral aponta danos irreversíveis em áreas de feijão por excesso de chuva. Quem tem soja para plantar ou feijão para colher precisa olhar a janela de máquina nos próximos dias.

Em Chicago, a soja de novembro fechou ontem a US$ 12,29 por bushel (-0,97%), pressionada pela colheita americana, que chegou a 79% da área na segunda (26/10), 15 pontos percentuais a mais que uma semana antes, segundo o USDA. O milho de dezembro perdeu 1,37%, abaixo de US$ 4,50, com as inspeções de exportação quase 10% menores. Aqui, o dólar recuou 1,08%, perto de R$ 5,35, e em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, a soja subiu mais de R$ 7 por saca frente a 23/10, ainda com negócios restritos. Quem tem soja para vender deve comparar o físico da sua praça com o porto antes de se guiar só pela bolsa.

No boi gordo, os contratos de novembro e dezembro na B3 renovaram máximas ontem, e o indicador do CEPEA em São Paulo ficou em R$ 381,40 por arroba na segunda (26/10), sem variação. Quem negocia boi para entrega futura trabalha agora em patamar de máxima na bolsa. Em Santa Catarina, a doença de Newcastle segue em pauta, e o Paraná reforçou a vigilância pela Adapar, sem detecção no estado.

O açúcar fechou em alta ontem, depois do tombo de mais de 5% de segunda, e o cristal paulista do CEPEA registrou a 14ª alta semanal seguida, a maior sequência desde 2020, com o ganho já perdendo força. No café, o arábica caiu 2,39% em Nova York, mas o indicador do CEPEA subiu 1,59% na segunda, a R$ 1.627,46 por saca. Quem negocia café no físico vê a bolsa e o indicador dizendo coisas diferentes, e o preço de balcão dos próximos dias vai mostrar qual pesa mais.

Você Sabia?

Os dados de todas as suas fazendas entram em um único LCDPR

No Aegro, os dados de todas as suas fazendas podem ser reunidos em um único LCDPR.

Quem tem mais de uma propriedade não precisa montar o livro caixa fazenda por fazenda.

Com tudo reunido num só LCDPR, a conversa com o contador parte de um único livro.

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A NF-e mudou em janeiro de 2026

Desde janeiro, a NF-e tem campos novos para informar IBS e CBS em cada operação. Até julho, esses campos rodaram sem validação efetiva da Receita.

Desde agosto, a validação vale de verdade: emissor desatualizado pode gerar nota errada ou rejeitada, e o comprador pode ficar sem o crédito.

A norma técnica que regula isso é a NT 2025.002-RTC.

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Destaques Soja e Milho

Destaques Soja e Milho

Soja

O indicador CEPEA/ESALQ em Paranaguá fechou a segunda (26/10) em R$ 155,55 por saca, alta de 2,06%. No físico de ontem, o porto de Paranaguá pagou R$ 157,00 (+1,29%) e Rio Grande, R$ 158,00 (+1,28%), enquanto Sorriso/MT ficou em R$ 133,60, uma distância de R$ 23,40 por saca até Paranaguá. Em Chicago, o contrato de novembro fechou a US$ 12,29 por bushel (-0,97%), com a colheita americana em 79% da área, e o dólar recuou 1,08%, perto de R$ 5,35. A bolsa cai e o porto sobe, então quanto dessa alta chega ao interior depois do frete é a conta da semana.

Milho

O CEPEA/ESALQ ficou em R$ 64,24 por saca na segunda (-0,05%). Ontem, o milho de novembro na B3 fechou a R$ 66,35 (-0,96%) e o de dezembro em Chicago, a US$ 4,49 por bushel (-1,37%). No físico, Paranaguá pagou R$ 70,00 (+2,94%) e Sorriso/MT, R$ 44,00 (-1,12%).

Nos dois grãos o porto paga mais e o interior menos, e a diferença entre eles, R$ 23,40 na soja e R$ 26,00 no milho, é o número para comparar com o seu frete nesta semana.

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Dados agregados e anonimizados · Atualizados em 30/10/2026