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Terça-feira, 27 de outubro

Dólar a R$ 5,40: o que muda no grão

A B3 chegou a parar, a Arábia Saudita suspendeu frango de SC e o Sul espera chuva.

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Dólar a R$ 5,40: o que muda no grão

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O dólar disparou ontem, depois do resultado da eleição, e passou de R$ 5,40. A B3 chegou a paralisar as negociações, e em Chicago a soja fechou em queda de 1,21%, a US$ 12,41 por bushel. O café arábica e o açúcar também recuaram em Nova York. Em Santa Catarina, a Arábia Saudita suspendeu as importações depois do novo foco de Newcastle. O destaque é o que o câmbio mais alto faz com o preço em reais e com o custo dos insumos.

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A margem do milho se decide no campo e na compra, e a compra é sua

Na análise do Aegro Insights sobre a safrinha de milho de 2026, a margem cabe numa soma: produtividade no campo mais compra inteligente fora dele. O campo depende de clima, manejo e janela de plantio, e o produtor controla só em parte.

A compra depende de cotação, sazonalidade e condição comercial, e aqui o produtor controla tudo. Por isso a alavanca mais previsível da margem está na compra, não no campo. Comprar bem não depende do clima.

Com o dólar acima de R$ 5,40 desde ontem, o insumo atrelado ao câmbio tende a encarecer, e o momento de comprar pesa mais na conta. O milho estava em R$ 64,27 por saca no CEPEA na sexta (23/10), então o preço do grão sozinho não faz essa margem. Antes de fechar a próxima compra, pesquise o preço do mesmo insumo na sua região.

Destaques da Mídia

Dólar passa de R$ 5,40 e Chicago recua; Newcastle segue em SC

Dólar passa de R$ 5,40 e Chicago recua; Newcastle segue em SC

O dólar disparou na segunda (26/10), depois do resultado da eleição, e passou de R$ 5,40. A B3 chegou a paralisar as negociações pelo mecanismo de interrupção automática, segundo a Reuters. Lá fora, a soja de novembro fechou em Chicago a US$ 12,41 por bushel (-1,21%), o café arábica caiu mais de 2% em Nova York e o açúcar perdeu mais de 5%. A consultoria Grainsights, citada pelo The Agribiz, aponta efeito de mão dupla na soja: a bolsa cai, mas o dólar mais alto sustenta o preço em reais. Quem tem grão para vender precisa olhar o físico dos próximos dias, que ainda não mostra o câmbio de ontem.

A doença de Newcastle segue pesando sobre o frango de Santa Catarina. Depois do segundo foco, em Coronel Freitas, a Arábia Saudita suspendeu as importações do estado, segundo o The Agribiz, e a China limitou a restrição a Santa Catarina, o que atinge 14 dos 61 estabelecimentos brasileiros habilitados, conforme o Mapa em 21/10. Quem tem contrato com agroindústria catarinense deve conferir o cronograma de abate e de recebimento.

O INMET prevê chuva forte no Rio Grande do Sul, no Paraná e em São Paulo entre 26/10 e 02/11. No Paraná, o plantio da soja já vinha atrasado, com 47% da área semeada contra 52% um ano antes, segundo o Deral em 20/10, então a janela de semeadura fica ainda mais curta. No trigo do Sul, a TF Agroeconômica aponta problemas de qualidade, com preços que chegam a R$ 1.700 enquanto a indústria procura lotes que atendam à moagem. Quem tem trigo precisa separar o lote por qualidade antes de negociar.

As importações de fertilizantes recuperaram ritmo na quarta semana de outubro, mas ainda ficam 10% abaixo das de 2025. Com o dólar mais alto, quem ainda precisa fechar adubo para a safra deve acompanhar o preço de perto.

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Com o dólar mais alto, saber se o seu preço de insumo está acima ou abaixo do vizinho ajuda a negociar a próxima compra.

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2026 é ano de testes, só para calibrar o sistema. Em 2027 a CBS entra com alíquota cheia e PIS e Cofins acabam.

Entre 2029 e 2032, o IBS sobe aos poucos enquanto ICMS e ISS somem.

Em 2033, só IBS e CBS valem.

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Destaques Soja e Milho

Destaques Soja e Milho

Soja

O indicador CEPEA/ESALQ em Paranaguá fechou a sexta (23/10) em R$ 152,41 por saca (+0,32%), e o pregão de segunda ainda não apareceu na série. No físico atualizado ontem, Rio Grande ficou em R$ 156,00 e Paranaguá em R$ 155,00, ambos sem variação, e Luís Eduardo Magalhães/BA em R$ 149,50. Em Chicago, o contrato de novembro fechou ontem a US$ 12,4125 por bushel (-1,21%), na mesma sessão do salto do dólar.

Milho

O CEPEA/ESALQ fechou a sexta em R$ 64,27 por saca (+0,05%). No físico de ontem, Paranaguá ficou em R$ 68,00, Luís Eduardo Magalhães/BA em R$ 61,00 e Machado/MG em R$ 60,00, todos sem variação. Em Chicago, o dezembro fechou a US$ 4,55 por bushel (-0,22%), enquanto o novembro na B3 subiu mais de 2% durante a tarde, a R$ 67,22 por saca. O CEPEA vê oferta elevada, e as exportações de outubro seguem 12% abaixo das de 2025.

O CEPEA e o físico ainda mostram o período anterior ao salto do dólar. Nos dois grãos, a leitura que vale para a decisão da semana é a das próximas cotações, que vão dizer quanto do câmbio de ontem chegou ao preço em reais.

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Dados agregados e anonimizados · Atualizados em 30/10/2026