Crédito rural cai 42% em Goiás
A quinta-feira trouxe a soja de volta ao azul em Chicago, a US$ 12,53 por bushel (+0,62% na cotação da tarde), depois de três quedas seguidas e da melhor semana de vendas dos EUA na temporada. O milho cedeu em Chicago (-0,59%) e o arábica fechou em queda em Nova York (-1,17%). O destaque do dia é o crédito rural em Goiás, que caiu 42% no início da safra 2026/27.
O "sem juros" do insumo pode custar de 25% a 30% ao ano
O anúncio é conhecido: "30, 60 e 90 dias sem juros". Só que a diferença entre o preço à vista e o preço a prazo do insumo é juro embutido. Na análise do Aegro Insights para a safrinha de milho 2026, em prazos curtos como esses a taxa anualizada chega a 25% a 30% ao ano.
Colocando lado a lado, o crédito rural disponível custa em torno de 8% a 12% ao ano, e o capital de giro da fazenda, de 10% a 14%. O parcelamento do fornecedor é a opção mais cara das três, com o nome da mais barata.
Quem tem crédito rural liberado, ou capital de giro custando menos de 14% ao ano, pode pedir desconto à vista no lugar do parcelamento. Com o milho a R$ 45,20 em Sorriso/MT ontem, a margem da safrinha vem mais da compra do que do preço da saca, e essa é uma das alavancas que dependem só de você.
Soja volta a subir em Chicago e crédito cai 42% em Goiás
A soja interrompeu em Chicago a sequência de três quedas. Na cotação da tarde de ontem, o contrato de novembro subia 0,62%, a US$ 12,53 por bushel, depois que o USDA mostrou a melhor semana de vendas da temporada: 2,84 milhões de toneladas negociadas, 77% delas para a China. A alta ficou lá fora. No físico, Paranaguá repetiu R$ 155,00 por saca e Sorriso/MT cedeu 0,15%, a R$ 133,80, com o dólar em R$ 5,04 (+0,16%). Quem tem soja para fixar precisa conferir se a alta de Chicago chegou ao preço da sua praça.
O crédito rural começou a safra 2026/27 mais curto. Em Goiás, a liberação caiu 42% no início do ciclo. No país, os desembolsos de julho somaram R$ 12,7 bilhões, contra R$ 28,3 bilhões um ano antes, nos dados do Banco Central compilados pelo Compre Rural, embora o Sicredi tenha liberado 6% a mais no mesmo mês. Quem planeja o custeio ganha ao cotar prazo e taxa em mais de uma instituição.
No insumo, a FMC anunciou há uma semana, em 15/10, redução de preços de produtos em estoque nos distribuidores do Brasil, Argentina, Estados Unidos e Canadá. A empresa cita demanda abaixo do esperado, estoque alto e concorrência de genéricos, e divulga resultados em 29/10. Os produtos e o desconto no Brasil ainda não foram detalhados. Quem vai comprar defensivo para a safra 26/27 tem motivo para pedir cotação atualizada e comparar fabricantes antes de fechar.
No café, o arábica chegou a recuar mais de 3% em Nova York ontem e fechou com baixa de 1,17%. Em Minas, Guaxupé caiu 1,17%, a R$ 1.692,00 por saca, e Varginha, 3,57%, a R$ 1.620,00. O CEPEA/ESALQ de quarta (21/10) ainda registrava alta de 0,67%, a R$ 1.620,92, e a queda de ontem fica para a próxima leitura.
O Compare Preços mostra em que mês cada insumo costuma ficar mais barato
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Quem planeja a compra com esse histórico negocia com mais segurança.
A reforma em um minuto
Cinco impostos antigos viram dois novos. PIS, Cofins, ICMS, ISS e IPI estão sendo extintos.
Em lugar deles, entram a CBS (federal) e o IBS (estadual e municipal), os dois no modelo IVA.
Mais simples no fim, mais trabalhoso na transição entre 2026 e 2032.
Destaques Soja e Milho
Soja
O indicador CEPEA/ESALQ em Paranaguá de quarta (21/10) ficou em R$ 152,13 por saca (-0,83%). No físico de ontem (22/10), Paranaguá repetiu R$ 155,00, Sorriso/MT foi a R$ 133,80 (-0,15%) e Campo Grande/MS ficou em R$ 139,00, sem variação. Em Chicago, o novembro subia 0,62%, a US$ 12,53 por bushel, na cotação da tarde. O spread entre o porto e o interior é de R$ 21,20 por saca (Paranaguá contra Sorriso).
Milho
O CEPEA/ESALQ de quarta (21/10) ficou em R$ 64,30 por saca (-0,06%). No físico de ontem, Paranaguá e Campinas/SP ficaram estáveis, em R$ 68,00 e R$ 64,00, e Santos/SP subiu 1,61%, a R$ 63,00. Sorriso/MT foi a R$ 45,20 (-0,88%), R$ 22,80 abaixo de Paranaguá.
Com Chicago de volta ao azul e o interior parado, o frete e a janela de entrega ao porto definem quanto da alta externa chega ao produtor esta semana.