FMC derruba preço de defensivos
A quinta-feira foi de notícia nos insumos: a FMC anunciou corte de preços de defensivos no Brasil, na Argentina e no Canadá, e as ações da empresa caíram mais de 30% em Nova York. Nos grãos, a soja perdeu 1,12% em Chicago, a US$ 12,63 por bushel, e o dólar subiu 1,33%, a R$ 5,10. O CEPEA do milho fechou quarta (14/10) a R$ 65,43 por saca (-0,24%). O destaque que vale a leitura é a regra de Pareto da compra: três insumos concentram metade da economia possível na safrinha.
Três insumos carregam metade da economia possível na safrinha
No recorte do Aegro Insights, com 633 safras de milho safrinha e notas fiscais reais, o mesmo pacote de nove insumos custou de R$ 1.483 a R$ 2.367 por hectare. A economia possível se concentra em poucos produtos: o Soberan responde por R$ 201 por hectare, 23% do total.
Depois vêm o Fox Xpro, com R$ 127 por hectare (14%), e o Engeo Pleno S, com R$ 116 (13%). Somados, os três valem R$ 444 por hectare, cerca de metade da economia possível do pacote. Numa fazenda de 1.000 hectares, são R$ 444 mil em uma safra.
Você não precisa cotar o pacote inteiro para capturar o grosso do ganho. Quando o tempo aperta, comece a rodada de cotação pelos três produtos que mais pesam e leve esses valores para a conversa com o fornecedor.
FMC corta preços de defensivos e trigo deve importar 9 mi t
A FMC foi o assunto dos defensivos ontem. A empresa anunciou redução de preços no Brasil, na Argentina e no Canadá para escoar estoques, e as ações caíram mais de 30% em Nova York, a menor cotação desde 2003, segundo a Bloomberg citada pelo The AgriBiz. O Brasil responde por mais de 20% das vendas da companhia, e os genéricos já pressionam o mercado local. A notícia não traz percentuais de desconto, então o número que vale é o da sua cotação. Quem está fechando defensivos da próxima safra compara a proposta de mais de um fornecedor antes de assinar.
A soja recuou ontem em Chicago: o contrato de novembro fechou a US$ 12,63 por bushel, queda de 14,25 centavos (1,12%), e o milho de dezembro perdeu 0,57%, a US$ 4,78. O dólar subiu 1,33%, a R$ 5,10, o que ajuda a segurar o preço em reais. Quem tem soja para entregar viu o físico de Paranaguá parado em R$ 157,00 por saca e confere o câmbio antes de fixar.
No trigo, o clima reduziu a safra nacional, e a Abitrigo estima importação de 9 milhões de toneladas, acima dos 7,5 milhões da projeção anterior (estimativa de 24/09). O CEPEA do trigo no Paraná subiu 0,56% na quarta (14/10), a R$ 1.570,32 por tonelada. Chuva em excesso e doenças afetaram a qualidade, e a oferta de lote bom ficou menor. Quem colheu trigo confere o laudo de qualidade antes de negociar.
A Nutrien deixa a distribuição de insumos em São Paulo e Mato Grosso do Sul e, segundo fontes ouvidas pelo The AgriBiz, também em Goiás, com o futuro do negócio a definir em 2026. Se a sua revenda de fertilizantes atendia nesses estados, confirme prazo de entrega e condições do pedido antes de fechar a próxima compra.
O Compare Safras mostra como você está diante do Top 20% da região
O Compare Safras, da Aegro, compara o desempenho da sua fazenda com o Top 20% das mais lucrativas da sua região, usando dados anonimizados de outros produtores de grãos.
Você recebe dois relatórios em PDF, o Benchmark Geral e o Detalhamento de Custos, e uma reunião de 1 hora com um especialista Aegro para interpretar os números. Ele cobre a soja e, em algumas macrorregiões, o milho safrinha.
Com custo por hectare, ponto de equilíbrio e lucro bruto ao lado de quem lidera a região, você vê onde a safra perde margem antes de planejar a próxima.
Confirmar pagamento libera crédito do comprador
Vendeu a safra como não contribuinte? Indústria, trading e cooperativa só conseguem o crédito presumido depois que o pagamento é confirmado (Evento 112110).
Sistema desatualizado trava esse crédito e pode tirar a sua preferência na próxima compra.
Pagamento caiu? Registre a confirmação na hora, em vez de deixar para o fechamento do mês.
Destaques Soja e Milho
Milho
O CEPEA/ESALQ do milho fechou quarta (14/10) a R$ 65,43 por saca (-0,24%), e o contrato de novembro na B3 recuou 2,25% no mesmo dia, a R$ 67,40. No físico de ontem, Paranaguá/PR pagou R$ 70,00, Campinas/SP R$ 66,00, Sorriso/MT R$ 46,70 (+0,86%) e Rio Verde/GO R$ 53,00 (-1,85%). Chicago acompanhou o recuo: o contrato de dezembro perdeu 0,57% ontem, a US$ 4,78 por bushel.
Soja
O CEPEA/ESALQ de Paranaguá fechou quarta (14/10) a R$ 154,29 por saca (+0,09%), mesmo com Chicago em baixa de 1,12% ontem. No físico de ontem, Paranaguá pagou R$ 157,00, Sorriso/MT R$ 136,20 (-0,29%) e Rio Verde/GO R$ 133,00. O dólar a R$ 5,10 (+1,33%) ajudou a amortecer a queda externa em reais.
Na conta da semana, a distância entre o porto e o interior, de R$ 20,80 por saca na soja (Paranaguá x Sorriso) e de R$ 23,30 no milho, é o que o frete precisa cobrir, e quem decide a venda olha esse spread antes do preço de Paranaguá.