Plantio da soja mais que dobra
O fim de semana e o feriado de ontem deixaram o físico brasileiro sem pregão, e a última cotação de praça segue sendo a de sexta (09/10). Quem trabalhou foi Chicago: a soja de novembro fechou ontem a US$ 12,87 por bushel (-0,33%) e o milho de dezembro subiu 0,68%, a US$ 4,83, depois de perder mais de 9% em duas semanas. No campo, a AgRural mediu a soja 26/27 em 15% da área do Brasil até quinta (08/10), contra 7% uma semana antes. E o dólar aparece perto de R$ 5,02 nesta terça.
Três cotações bem feitas valem R$ 444 por hectare
Em 633 safras de milho safrinha analisadas pela Aegro, a economia na compra de insumo não se espalha por igual. Três insumos sozinhos carregam mais da metade da economia possível do pacote inteiro, e a soma deles chega a R$ 444 por hectare.
Numa fazenda de 1.000 hectares, são R$ 444 mil em uma única safra. É o Pareto aplicado à compra: uma parte pequena dos produtos responde pela maior parte da diferença entre quem cota e quem fecha na primeira oferta.
Não é preciso cotar o pacote todo. Três conversas com fornecedor entregam o grosso do ganho. Antes da próxima compra, liste os três itens que mais pesam na sua nota de insumos e comece a rodada de cotação por eles.
Soja dobra o ritmo de plantio e Chicago abre a semana dividida
O plantio da soja 2026/27 chegou a 15% da área prevista no Brasil até quinta (08/10), contra 7% na semana anterior e 14% um ano antes, segundo a AgRural. Uma boa rodada de chuva na semana passada deu o impulso: o Paraná lidera, Mato Grosso encurtou a distância, e Maranhão e Rio Grande do Sul ainda não tinham área semeada. No milho verão do Centro-Sul, 44% da área já está plantada, ante 38% na semana anterior e 45% no ano passado, com o Sul freado pelo excesso de chuva. Quem já tem soja no chão fecha o custo de implantação, e quem ainda não plantou compara o gasto por hectare com o orçado.
Chicago operou ontem, no feriado brasileiro. A soja de novembro fechou a US$ 12,87 por bushel (-0,33%), pressionada pela colheita americana, que analistas privados projetam acima de 40% da área, contra 25% na semana anterior. O milho de dezembro subiu 0,68%, a US$ 4,83, em recuperação técnica depois de perder mais de 9% em duas semanas, com fundos recomprando. Nesta terça (13), a soja voltou a recuar, com o farelo em queda. As praças brasileiras ainda não negociaram depois desse movimento, então o preço de sexta (09/10) segue como referência.
O Cepea resume o momento da soja assim: o câmbio pressiona as cotações internas, e as exportações recordes seguram quedas maiores. O indicador de Paranaguá fechou sexta a R$ 154,75 por saca (-0,10%), e o do Paraná, a R$ 148,31 (+0,11%). O dólar aparece perto de R$ 5,02 nesta terça (+0,64%), e quem vende em reais olha Chicago e câmbio juntos antes de decidir.
No café, Nova York voltou a se aproximar dos 300 centavos de dólar por libra nesta terça (13): o dezembro marcou 293,65 (+1,05%), sustentado pelos estoques globais apertados. No físico brasileiro, o CEPEA/ESALQ do arábica fechou sexta a R$ 1.531,88 por saca (-0,85%). Quem tem café para vender compara esse preço de sexta com o que as praças pagarem hoje, já com Nova York mais alta.
Foto da bomba de combustível vira abastecimento no AegroZap
Na hora de abastecer a máquina, você fotografa a bomba e manda a foto para o AegroZap, no WhatsApp.
Ele lê a imagem e devolve o abastecimento preenchido para você confirmar. A data e o horímetro aparecem prontos, e a foto fica anexada ao registro. Sem sinal no campo, a foto espera e o WhatsApp envia quando a conexão volta.
O combustível entra no custo da safra sem caderno e sem digitar tudo no fim do mês.
Carta de correção não corrige imposto
A carta de correção eletrônica ajusta dados que não mexem em valor, como endereço de entrega e transportador.
Ela não corrige alíquota de IBS e CBS, valor de venda, quantidade nem destinatário. Para esses casos, o caminho é nota complementar ou nota de devolução.
Achou erro na nota? Descubra primeiro qual campo está errado, e só depois escolha o documento.
Destaques Soja e Milho
Soja
A soja segue ancorada no último preço de praça, o de sexta. O CEPEA/ESALQ de Paranaguá fechou a R$ 154,75 por saca (-0,10%) e, no físico, o porto de Paranaguá pagou R$ 157,00, Rio Grande/RS R$ 156,00 e Sorriso/MT R$ 137,70. Compare o seu frete até o porto com a diferença de R$ 19,30 entre Paranaguá e Sorriso. Em Chicago, o novembro fechou ontem a US$ 12,87 por bushel (-0,33%), depois dos US$ 12,92 da sexta.
Milho
O milho teve a recuperação de ontem em Chicago: o dezembro subiu 0,68% ontem, a US$ 4,83 por bushel, depois de cair 4,10% na sexta, a US$ 4,7975. O físico brasileiro ainda tem a sexta como última referência: o CEPEA/ESALQ fechou a R$ 67,35 por saca (+0,25%), Campinas/SP pagou R$ 66,00, Rio Verde/GO R$ 54,00 (-1,82%) e Sorriso/MT R$ 46,80 (-0,43%). O porto de Paranaguá ficou em R$ 69,00, R$ 22,20 acima de Sorriso.
Com soja e milho andando para lados diferentes, o preço do insumo é a parte da margem que a sua cotação controla, e três cotações bem feitas já pegam o grosso dela.