Soja e milho devolvem a alta
Chicago devolveu ontem os ganhos de terça. A soja de novembro fechou a US$ 12,975 por bushel, queda de 5,5 centavos, o milho de dezembro recuou 1,18%, a US$ 5,02, e o trigo caiu mais de 2%. O café também realizou: o arábica de dezembro perdeu 3,86% em Nova York, a 292,70 centavos de dólar por libra-peso. O dólar subiu 0,67%, para perto de R$ 5,01. E a arroba do boi gordo já acumula alta de 16,8% em 2026.
Três alavancas explicam por que o mesmo pacote de milho custa até 60% mais
A Aegro cruzou notas fiscais reais de 633 safras de milho safrinha, em 521 fazendas de MT, MS, GO, PR e MG. Com o mesmo pacote de insumos, no mesmo trimestre, o hectare saiu de R$ 1.483 para quem comprou bem a R$ 2.367 para quem comprou mal, 60% a mais.
A diferença não vem de sorte, vem de três decisões. A primeira é cotar com mais fornecedores: sair de uma cotação para três já captura a maior parte da economia. A segunda é o momento, porque cada classe de insumo tem a sua janela, com fungicidas de junho a setembro e inseticidas de outubro a dezembro.
A terceira é a condição comercial. O "30/60/90 sem juros" costuma esconder de 25% a 30% ao ano. Com o milho de Sorriso/MT a R$ 47,50 por saca ontem, cada real a menos no insumo pesa mais na margem. Compare a sua última compra com as três alavancas e veja em qual delas ficou o seu desconto.
Café devolve a alta, boi sobe e DDG vai para a China
O café devolveu ontem boa parte da alta de terça. O arábica de dezembro fechou a 292,70 centavos de dólar por libra-peso em Nova York (-3,86%), e o de março a 284,90 (-3,70%). Em Londres, o robusta de novembro caiu 2,92%, a US$ 3.485 por tonelada. A leitura do mercado é de mais oferta brasileira e colheita avançada, com 235,8 mil toneladas embarcadas em setembro. Quem tem café a vender compara o preço em reais da própria praça, já que o CEPEA/ESALQ do arábica fechou terça a R$ 1.568,95 (+0,02%), ainda sem refletir a queda de ontem em Nova York.
A arroba do boi gordo foi de R$ 364,30 em 30 de setembro para R$ 373,00 na segunda, alta de 2,4% no período e de 16,8% em 2026. A relação de troca entre o boi paulista e o bezerro de Mato Grosso do Sul melhorou, de 9,46 para 9,28 arrobas por reposição. Quem vende gado pronto compra o bezerro com menos arrobas, embora o desembolso por cabeça siga alto, já que o bezerro também subiu em reais.
As exportações brasileiras de DDG e DDGS, coproduto do etanol de milho usado em ração, somaram 895,4 mil toneladas de janeiro a setembro, 38,6% mais que um ano antes, e a receita subiu 45,2%, para US$ 209,7 milhões. A China, liberada para comprar em 2025, já responde por 53,6% do volume, à frente da Turquia, com 21,5%. Quem planta milho perto de usina de etanol tem mais um comprador a consultar.
O trigo caiu 2,52% em Chicago ontem (dezembro), depois da forte alta de terça. No Brasil, o CEPEA/ESALQ do Paraná fechou terça a R$ 1.526,89 por tonelada (-1,57%), e no físico de ontem Castro/PR pagou R$ 82,20 por saca e Pato Branco/PR R$ 82,00. Quem tem trigo para negociar confere se a queda de Chicago já chegou à oferta de compra da cooperativa antes de fechar.
Controle de combustível por máquina
As integrações do Aegro com bombas de combustível, como Abacontrol Connect e CTA Smart, mostram qual máquina consumiu cada litro.
O abastecimento passa a ser controlado de forma automática, com o hardware da bomba ligado ao Aegro, sem depender de anotação à mão.
Assim o diesel entra no custo da safra com o consumo de quem de fato usou, e você enxerga o gasto por máquina em vez de um total solto.
Hortifruti segue 100% isento de IBS e CBS
Hortifruti tem isenção total de IBS e CBS. Folhosos, frutas frescas, legumes e ovos fazem parte dessa categoria, que saiu com 100% de desconto e segue assim no novo sistema.
Quem produz hortaliça, fruta ou ovo não soma esses tributos no preço de venda.
Quem vende hortifruti confere o enquadramento do produto com o contador.
Destaques Soja e Milho
Soja
A soja devolveu ontem parte do ganho de terça em Chicago. O novembro fechou a US$ 12,975 por bushel (-5,5 centavos), com a colheita americana limitando a alta e o relatório do USDA marcado para sexta. O CEPEA/ESALQ do Paraná fechou terça a R$ 147,20 por saca (-1,79%). No físico de ontem, Maracaju/MS e Campo Grande/MS pagaram R$ 144,00 e São Gabriel do Oeste/MS R$ 143,00, sem variação.
Milho
O milho de dezembro fechou ontem a US$ 5,02 por bushel em Chicago (-1,18%), numa correção técnica depois da alta de terça. O CEPEA/ESALQ fechou terça a R$ 67,23 por saca (-0,04%), e o novembro da B3 ontem a R$ 69,80 (-1,06%). No físico de ontem, Paranaguá pagou R$ 69,00, Campinas R$ 68,00 e Sorriso/MT R$ 47,50 (-1,04%), uma distância de R$ 21,50 entre o porto e o Centro-Oeste.
Dos dois grãos, só o milho cedeu na praça de ontem, com Sorriso em -1,04% e Jataí/GO em -1,82%, enquanto a soja física ficou parada. Compare o preço da sua praça de ontem com o de terça para medir quanto da queda de Chicago já chegou a ela.