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Terça-feira, 6 de outubro

Dólar cai 4% e muda a conta da soja

Café sobe lá fora e não chega aqui, milho avança na China e barter cresce 80%.

5 min de leitura · dá para ouvir

Dólar cai 4% e muda a conta da soja

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O dólar foi o assunto de ontem. Caiu cerca de 4%, para perto de R$ 5,00, na primeira sessão depois do primeiro turno da eleição, e o Ibovespa renovou o recorde. Em Chicago, a soja de novembro fechou a US$ 12,81 por bushel (+0,20%) e o milho de dezembro a US$ 4,97 (-0,10%), então quase todo o ajuste em reais veio do câmbio. O café subiu em Nova York e Londres, mas o real forte limita o ganho no mercado brasileiro. E o milho do Brasil avança na China, com 710 mil toneladas previstas para outubro.

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Na safrinha de Mato Grosso, o custo decide a margem

Na safrinha 2026 de Mato Grosso, a Aegro comparou produtores com a mesma colheita, no mesmo estado e no mesmo ciclo, e o que separou lucro de prejuízo foi o custo. O custo de insumos foi de R$ 2.199 por hectare no grupo enxuto e de R$ 4.153 no grupo caro, uma diferença de 89%, ou R$ 1.954 por hectare.

Com produtividade preliminar de 106,5 sacas por hectare, o ponto de equilíbrio ficou em R$ 28 a saca para o enxuto, R$ 40 para o médio e R$ 57 para o caro. A R$ 40, o produtor médio empata, e a folga só aparece a partir de R$ 45.

O enxuto lucra em qualquer cenário de preço e o caro perde em todos, inclusive a R$ 50. Com o dólar mexendo no preço da saca, o custo é a parte da conta que o produtor ainda controla antes de plantar a próxima.

Destaques da Mídia

Dólar abaixo de R$ 5 muda a conta da soja e do café

Dólar abaixo de R$ 5 muda a conta da soja e do café

O dólar caiu cerca de 4% ontem, para perto de R$ 5,00, na primeira sessão depois do primeiro turno da eleição, e o Ibovespa bateu recorde acima de 209 mil pontos. Um consultor avisa que o real mais forte tira competitividade da carne brasileira no exterior, embora o cenário mundial tenda a suavizar o efeito. Quem vende soja ou milho recebe menos reais pelo mesmo preço em dólar que valia na sexta.

O café fechou em alta em Nova York, com o arábica de dezembro a 292,55 centavos de dólar por libra-peso, e em Londres, com o robusta de novembro a US$ 3.528 por tonelada (+1,70%). A análise da Safras & Mercado é que o dólar mais baixo reduz a conversão desses preços para reais e tende a pressionar o café no mercado interno. Quem tem café para vender confere o preço em reais antes de se animar com a alta lá fora.

Pelo menos 710 mil toneladas de milho brasileiro têm chegada prevista à China em outubro, a US$ 332 por tonelada dentro da cota, contra US$ 360 no mercado chinês, uma vantagem de 7,8%. Só que a participação do milho nas rações chinesas caiu de 47% em janeiro para 29% em agosto, com trigo, cevada e sorgo ocupando o espaço, e até julho a China tinha usado 1,4 milhão de toneladas da cota de 7,2 milhões. Preço competitivo só chega à fazenda quando vira compra, e é essa compra que o produtor precisa acompanhar.

O barter da Corteva no Brasil passou de US$ 1 bilhão em operações em 2025, com alta de cerca de 80%, e a empresa o apresenta como ferramenta de liquidez e previsibilidade num cenário de crédito mais restrito. Quem troca safra por insumo fica menos exposto à oscilação do câmbio no dia a dia, justamente quando ela aparece.

Você Sabia?

Alerta de manutenção por horímetro, odômetro ou data

No Aegro, você programa o alerta de manutenção de cada máquina por horímetro, odômetro ou data, o que fizer mais sentido para aquele equipamento.

O alerta chega aos usuários da fazenda, exceto nos perfis Monitor e Estoque, e a manutenção fica registrada no cadastro do patrimônio.

Assim a revisão entra no calendário antes de a máquina parar no meio da safra.

DEMONSTRAÇÃO GRÁTIS
Minuto Reforma

Cesta básica nacional com alíquota zero

Arroz, feijão, carne, leite, ovo, farinha, pão e massa fazem parte da Cesta Básica Nacional, que ficou com alíquota zero de IBS e CBS.

A regra é unificada, federal e estadual, e definida por NCM. Acabou a disputa entre estados em torno desses produtos.

Quem produz alimento da cesta confere o NCM do produto antes de emitir a nota.

ACESSE O CONTEÚDO DETALHADO

Destaques Soja e Milho

Destaques Soja e Milho

Soja

A soja perdeu terreno em reais ontem por causa do câmbio, não de Chicago. O novembro fechou a US$ 12,81 por bushel (+0,20%), mas o dólar caiu cerca de 4%, e o mesmo bushel passou a valer perto de 4% menos em reais. O CEPEA/ESALQ de Paranaguá ainda mostrava o fechamento de sexta, R$ 159,94 (-0,60%), antes do tombo do dólar. No físico de ontem, Paranaguá pagou R$ 160,00, Maracaju/MS R$ 144,00 e Rio do Sul/SC R$ 143,00.

Milho

No milho, Chicago ficou quase parada, com o dezembro a US$ 4,97 por bushel (-0,10%), e o ajuste apareceu na B3: o novembro recuou 1,52%, para R$ 70,55 a saca. O CEPEA/ESALQ mostrava R$ 68,53 (-0,07%) no fechamento de sexta. No físico de ontem, Paranaguá pagou R$ 72,00, Campinas R$ 68,00 e Oeste da Bahia R$ 61,67.

Com Chicago estável nos dois grãos, quase tudo o que mexeu no preço em reais foi o dólar. Compare o preço da sua praça de ontem com o de sexta para medir quanto do câmbio já chegou ao seu preço.

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Dados agregados e anonimizados · Atualizados em 06/10/2026