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Quinta-feira, 24 de setembro

Boi sobe R$ 5 na arroba em SP

Milho custa mais em MT, soja resiste a Chicago e Nutrien sai de dois estados.

5 min de leitura · dá para ouvir

Boi sobe R$ 5 na arroba em SP

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A quarta-feira fechou dividida no campo. A soja resistiu à queda de Chicago e segurou o preço acima de R$ 160 nos portos, o milho teve o CEPEA subindo mesmo com os futuros caindo lá fora, e o boi gordo animou a pecuária com alta de R$ 5 na arroba em São Paulo. Tem também uma conta que mostra quanto separa quem compra bem de quem compra mal o pacote de insumo da safrinha.

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R$ 884 por hectare separam quem compra bem de quem compra mal

Em mais de 10 mil fazendas que rodam a safrinha na Aegro, o pacote de insumo por hectare aparece em três faixas bem definidas. Quem compra bem fecha a R$ 1.483 por hectare, 22% abaixo da média. Quem compra mal paga R$ 2.367, 25% acima. A diferença entre as duas pontas chega a R$ 884 por hectare, quase 60% do valor da faixa mais barata.

Essa distância não tem relação com o tamanho da fazenda. Aparece tanto em operação grande quanto pequena, e o que separa as duas pontas é processo de compra, não escala.

O padrão mais comum entre quem paga mais é fechar com um fornecedor só, numa cotação só. Rodar ao menos três orçamentos antes de assinar o pedido já é o suficiente pra puxar o custo pra baixo, seguindo o que aparece nessas mais de 10 mil fazendas.

Destaques da Mídia

Boi sobe na praça, insumo perde fôlego

Boi sobe na praça, insumo perde fôlego

O boi gordo fechou ontem em alta na praça paulista, com ganho de R$ 5 na arroba. O movimento também apareceu em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde a plataforma Agrobrazil registrou avanço nas principais praças. Quem tem gado pronto pra entrega essa semana negocia num momento melhor do que tinha no mês passado.

A Nutrien encerrou a distribuição própria em São Paulo e no Mato Grosso do Sul, puxada pela crise que aperta o setor de insumos há meses. Menos concorrência na ponta da distribuição tende a pressionar o preço pra cima justamente na entressafra, quando o produtor já negocia o pacote da próxima safrinha.

Em Mato Grosso, o custo de produção do milho subiu 13,89% na comparação recente, puxado por insumo e frete. Quem ainda não fechou o pacote da safrinha 2026 sente esse aumento direto na conta antes mesmo de plantar.

No crédito rural, o governo editou a MP da Renegociação transferindo pros próprios bancos a decisão de negar renovação a quem está inadimplente. Produtor com parcela atrasada precisa correr atrás do gerente antes que a linha seja cortada sem aviso.

Você Sabia?

Rateio salvo evita refazer a mesma conta toda vez

Quem divide custo entre talhões, culturas ou centros de resultado sabe como é repetitivo montar o mesmo rateio lançamento após lançamento. O Aegro tem os Rateios Salvos: você monta o padrão de divisão uma vez só e reaplica em quantos lançamentos precisar.

Se o percentual do rateio muda no meio da safra, basta editar o padrão salvo. A atualização se propaga automaticamente pra todos os lançamentos que usam aquele rateio, sem precisar corrigir um por um.

A quantidade de rateios ativos varia por plano: 1 no Lucratividade, 2 no Avançado e ilimitado no Premium. Nos planos com limite, arquivar um rateio que não usa mais libera espaço pra criar outro.

DEMONSTRAÇÃO GRÁTIS
Minuto Reforma

Setembro muda a regra da nota de devolução

Desde o dia 1º de setembro vale a regra de referenciamento exclusivo nas notas de devolução, o VC02-14 da NT 2025.002-RTC. É um cronograma próprio, separado do que entrou em agosto.

Quem troca ou devolve insumo com frequência precisa do emissor atualizado pra não travar a nota de devolução no meio do processo.

ACESSE O CONTEÚDO DETALHADO

Destaques Soja e Milho

Destaques Soja e Milho

Soja

O indicador CEPEA/ESALQ de Paranaguá fechou ontem em R$ 161,65 a saca, queda de 0,17%, enquanto o do Paraná operou a R$ 155,07, recuo de 0,28%. No físico, Rondonópolis, no Mato Grosso, pagou R$ 151,00 e Rio Verde, em Goiás, R$ 139,00, com o porto de Paranaguá disponível a R$ 163,00. Chicago caiu ontem, mas o dólar e o prêmio no porto seguraram o preço brasileiro acima de R$ 160. Quem vende disponível no porto ainda pega esse prêmio, mesmo com o mercado externo mais fraco.

Milho

O CEPEA/ESALQ subiu 0,11% ontem, a R$ 69,82 a saca, na contramão de Chicago e da B3, que recuaram com a colheita americana avançando e o trigo mais fraco puxando o complexo de grãos junto. No físico, Campinas, em São Paulo, pagou R$ 70,00 e Sorriso, no Mato Grosso, R$ 49,80, um spread de R$ 20 por saca entre as duas praças. Quem compra o pacote de insumo pra próxima safrinha sente esse spread direto no frete até a fazenda.

O contraste do dia é esse: lá fora sinaliza mais oferta e derruba preço, aqui dentro o físico segura. É o mesmo raciocínio do pacote de insumo do Bloco 2: quem cotou bem entra na safra com folga pra aguentar esse tipo de oscilação, quem comprou mal já começa pressionado.

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Dados agregados e anonimizados · Atualizados em 24/09/2026