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Terça-feira, 22 de setembro

Milho dispara 3% em Chicago

Suíno perde margem, boi recua em MT: agosto pesou pra pecuária.

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Milho dispara 3% em Chicago

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Segunda-feira fechou com o milho ganhando força lá fora: o contrato disparou mais de 3% em Chicago com o mercado voltando a precificar uma oferta global mais apertada, puxada pelos ataques no Mar Negro que estão reposicionando a rota de grãos russos. No Brasil, quem cria porco viu a conta fechar no vermelho em agosto, e o abate de boi em Mato Grosso perdeu ritmo com o produtor segurando matriz. Tem também uma conta nova sobre defensivos que vale a leitura.

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Duas sacas de soja por hectare sem trocar de produto

Um levantamento da Aegro com notas fiscais reais de fazendas do Rio Grande do Sul somou tudo o que cada propriedade gastou de fato com defensivos no ciclo 25/26. A distância entre quem comprou melhor e quem pagou mais caro chegou a R$ 248 por hectare, ainda dentro do mesmo estado e da mesma safra.

Na prática, R$ 248 por hectare equivalem a cerca de 2 sacas de soja, calculadas pelo preço físico do Rio Grande do Sul no período. E essa economia não depende de trocar de marca ou de molécula: nasce da forma como a compra é negociada, prazo, volume e frete somados, não do rótulo escolhido na prateleira.

O ponto de partida é simples: somar o que a fazenda realmente pagou por cada defensivo da safra, não só olhar item por item isolado. É essa soma completa que revela se a propriedade está do lado caro ou do lado barato da conta, e onde exatamente sobra dinheiro para negociar melhor na próxima compra.

Destaques da Mídia

Milho dispara em Chicago com rota de grãos em xeque

Milho dispara em Chicago com rota de grãos em xeque

O milho fechou em alta de mais de 3% em Chicago nesta segunda, com o mercado voltando a precificar uma oferta global mais apertada. O gatilho veio de fora: ataques no Mar Negro estão reposicionando embarques de grãos russos, obrigando terminais pensados para fertilizante e carvão a se adaptar para receber cargas de cereal, em rotas que já chegam a passar pelo Ártico. Quem tem milho guardado ganha um argumento a mais para segurar o estoque por mais alguns dias e observar se o movimento se sustenta na semana.

Do lado da proteína, quem cria porco sentiu o mês de agosto pesar no bolso: a margem bruta da venda no mercado interno ficou negativa em 32%, piorando frente ao ano passado, enquanto as exportações seguraram parte do resultado. Suinocultor com decisão de escala pela frente tem no dado um motivo concreto para revisar o custo de produção antes de fechar o próximo lote.

Na pecuária de corte, o abate de boi perdeu ritmo em Mato Grosso: a atividade dos frigoríficos ficou cerca de 7% abaixo do mesmo período do ano passado em julho e agosto, com queda no abate de fêmeas reforçando o sinal de que o produtor está retendo matriz. Quem decide entre vender ou repor o rebanho agora tem um indício direto de que o mercado se prepara para oferta mais curta de gado adiante.

O Inmet também entra no radar da semana: temporais atingem o Sul e chuva forte chega ao Sudeste logo na abertura dos dias úteis. Produtor com colheita ou aplicação programada faz bem em olhar a janela de tempo antes de decidir o próximo passo no talhão.

Você Sabia?

GTA ganha 4 campos novos na nota de animais vivos

Quem emite nota fiscal de animais vivos no Aegro agora encontra 4 campos novos dedicados à Guia de Trânsito Animal (GTA), dentro da seção Transporte: UF, Tipo, Série e Número da guia.

Não precisa caçar onde preencher: basta ativar a opção "Informar guia de trânsito" na tela de Detalhar, e os campos aparecem prontos para receber os dados da guia que acompanha o lote.

A GTA segue obrigatória para esse tipo de operação, então ter o campo certo dentro da própria nota evita retrabalho na hora de emitir e reduz o risco de esquecer um dado que a fiscalização pode cobrar no caminho.

DEMONSTRAÇÃO GRÁTIS
Minuto Reforma

Nota de devolução mudou de regra em setembro

Desde o dia 1º de setembro vale a regra de referenciamento exclusivo nas notas fiscais de devolução, o evento VC02-14 da NT 2025.002-RTC.

Esse cronograma corre separado do que já valia em agosto, e pega direto quem troca ou devolve insumo com frequência ao longo da safra.

Quem ainda não conferiu se o emissor está na versão certa corre o risco de travar a próxima devolução bem na hora que mais precisa dela. Vale checar antes que a situação apareça no meio da operação.

ACESSE O CONTEÚDO DETALHADO

Destaques Soja e Milho

Destaques Soja e Milho

Milho

O CEPEA/ESALQ fechou a sexta-feira com alta de 0,06%, a R$ 69,29 a saca, mas o dado que move a conversa desta segunda veio de fora: o milho disparou mais de 3% em Chicago, com o mercado voltando a precificar uma oferta global mais apertada depois que ataques no Mar Negro forçaram um reposicionamento nas rotas de grão russo. O físico já sentiu o movimento antes mesmo do indicador brasileiro atualizar: Porto de Santos subiu 2,86%, a R$ 72,00 a saca, Campinas avançou 1,45%, a R$ 70,00, e Paranaguá seguiu firme em R$ 73,00. Produtor com milho guardado ganha argumento para segurar mais alguns dias e ver se o CEPEA confirma a alta na próxima atualização, em vez de vender só porque o preço de sexta ainda parece parado.

Soja

A soja ficou lateral no fechamento de sexta, com o CEPEA/ESALQ do Paraná recuando 0,08%, a R$ 161,89 a saca. No físico, Paranaguá segurou R$ 162,00, Santos subiu 0,64%, a R$ 158,00, e Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, avançou 1,74%, a R$ 146,00. Sem fato novo isolado para o grão nesta segunda, quem tem soja para entregar ganha uma folga real para esperar e ver se o aperto de oferta que hoje está no milho também contamina o grão nos próximos pregões.

O contraste do dia ficou nítido: milho reagindo forte a um evento de fora, soja esperando sua vez. Quem mistura os dois grãos na fazenda pode usar essa diferença de ritmo a favor, priorizando a decisão sobre milho nesta semana e deixando a soja para reavaliar depois que o mercado internacional se acomodar.

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Dados agregados e anonimizados · Atualizados em 22/09/2026