compare preços
Entrar
Voltar ao Giro do Agro
Sábado, 19 de setembro

Farelo derruba soja em Chicago

Boi mira R$ 400 na arroba, e China retoma compra de soja dos EUA.

5 min de leitura · dá para ouvir

Farelo derruba soja em Chicago

Ouça a narração

A sexta fechou com a soja sob pressão lá fora: o farelo despencou mais de 3,5% em Chicago e arrastou o grão brasileiro junto. Do outro lado, a China anunciou mais 111 mil toneladas de compra de soja americana às vésperas do encontro entre Trump e Xi Jinping, segurando parte da queda. No campo, a arroba do boi já mira os R$ 400 pro fim do ano, e dados do IBGE sugerem que o ciclo da pecuária pode estar virando. Tem gancho novo pra quem decide venda de grão e de boi nas próximas semanas.

Compare Preços

O mesmo glifosato, dois preços dentro do Rio Grande do Sul

No glifosato mais vendido pelas fazendas gaúchas na safra 25/26, o levantamento da Aegro encontrou uma compra barata a R$ 19,90 o litro e uma compra cara a R$ 27,70. É o mesmo produto, no mesmo estado, na mesma safra: 39% de diferença entre as duas pontas, com a mediana do Rio Grande do Sul em R$ 23,00.

Esse tipo de dispersão raramente nasce de uma cotação ruim isolada. Quem historicamente paga mais caro num insumo tende a repetir o padrão no resto do pacote da safra, porque o problema costuma estar na forma de negociar (prazo, volume, frete), não no fornecedor escolhido.

Antes de fechar o próximo pedido, vale colocar a última nota fiscal ao lado da mediana do estado. Se o preço pago já andou perto ou acima de R$ 23,00 o litro, tem espaço real de economia esperando na próxima negociação.

Destaques da Mídia

Farelo derruba soja em Chicago, China volta a comprar

Farelo derruba soja em Chicago, China volta a comprar

O farelo despencou mais de 3,5% em Chicago na sexta, e a soja acompanhou a queda por lá, perto de 20 pontos no acumulado do dia. Mudanças recentes na política comercial argentina pesaram no movimento, somadas à realização de lucros depois de uma sequência de altas do derivado. Quem tem soja pra vender no curto prazo sente esse tranco direto no preço de referência, mesmo antes de olhar o indicador brasileiro.

No mesmo dia, a China anunciou a compra de mais 111 mil toneladas de soja americana, movimento que antecede o encontro entre Trump e Xi Jinping. É sinal de que o apetite chinês pelo grão dos Estados Unidos segue vivo, mesmo com a tensão comercial entre os dois países. Pra quem exporta pelo Brasil, essa disputa entre origens continua sendo a variável que mexe o preço lá fora, dia sim, dia não.

Na pecuária, a arroba do boi gordo já aparece no radar dos R$ 400 pro fim do ano, embora o cenário ainda não esteja consolidado. Câmbio, oferta concentrada em algumas praças, consumo aquecido no mercado interno e demanda chinesa entram todos nessa conta. Pecuarista com lote pronto pra vender ganha argumento pra negociar prazo de entrega olhando esse horizonte, não só o preço do dia.

Dados recentes do IBGE reforçam essa leitura: alguns indicadores do ciclo pecuário começam a mostrar sinais de virada depois de um período de acomodação. Não é um giro completo ainda, mas já muda a conversa entre quem cria e quem compra boi nos próximos meses.

Você Sabia?

IBS e CBS chegam prontos no seu emissor de NF-e

A Reforma Tributária troca cinco tributos por dois: IBS e CBS entram no lugar de PIS, COFINS, IPI, ICMS e ISS na nota fiscal do produtor rural.

No emissor de NF-e do Aegro, essa troca já está pronta. Você não precisa configurar nada nem acompanhar cada mudança de regra: o sistema se atualiza sozinho conforme a legislação avança.

Enquanto o cronograma da reforma segue em fases até 2033, seu emissor já trabalha com as regras mais recentes, e você foca na fazenda em vez de decorar alíquota nova.

DEMONSTRAÇÃO GRÁTIS
Minuto Reforma

Nota de devolução mudou de regra em setembro

Desde 1º de setembro vale a regra de referenciamento exclusivo nas notas fiscais de devolução, o evento VC02-14 da NT 2025.002-RTC.

Esse cronograma é separado do que já valia em agosto, e afeta direto quem troca ou devolve insumo com frequência na fazenda.

Quem ainda não atualizou o emissor de nota corre o risco de travar a próxima devolução. Vale conferir se o seu sistema já está na versão certa.

ACESSE O CONTEÚDO DETALHADO

Destaques Soja e Milho

Destaques Soja e Milho

Soja

No fechamento de quinta-feira, o CEPEA/ESALQ do Paraná recuou 0,24%, a R$ 154,95 a saca; o indicador oficial ainda não tinha virado a página pro pregão de sexta até o fechamento desta edição. No físico de ontem, Porto Paranaguá e Porto Rio Grande seguraram R$ 162,00 a saca, enquanto Maringá disparou 4,00%, a R$ 156,00. A pressão de ontem veio de fora: o farelo despencou em Chicago e arrastou a soja junto, mas a China amenizou parte do golpe ao anunciar mais 111 mil toneladas de compra da soja americana antes do encontro com Trump. Quem tem contrato pra fechar essa semana faz bem em olhar se a compra chinesa segura o mercado antes de travar preço.

Milho

O CEPEA/ESALQ também ficou preso ao fechamento de quinta, com alta de 0,07%, a R$ 69,25 a saca, enquanto o mercado ainda aguardava o pregão de sexta virar. No físico de ontem, Campinas pagou R$ 69,00, e Rio Verde e Jataí, no interior de Goiás, mantiveram R$ 62,00 os dois. O que sustenta o grão é estrutural: estoques globais menores e demanda interna firme, na contramão da pressão que pegou a soja em Chicago ontem. Produtor com milho guardado ganha fôlego pra negociar sem pressa, enquanto quem decide sobre soja pede mais cautela no timing.

O contraste de ontem ficou claro: soja pressionada lá fora, milho seguro por fundamento interno. Quem mistura os dois grãos na fazenda pode usar esse descompasso a favor, priorizando a venda do milho enquanto observa se a compra chinesa estabiliza a soja na semana que vem.

Ouvir a ediçãoNarração da edição de hoje
© Compare PreçosFAQPrivacidade
Dados agregados e anonimizados · Atualizados em 19/09/2026