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Terça-feira, 15 de setembro

Diesel curto trava plantio no RS

Importação de adubo cai 26%, trigo sob risco de chuva e a régua da soja.

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Diesel curto trava plantio no RS

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O fim de semana já ficou pra trás, mas a segunda trouxe um aperto real: chuva forte alagou lavouras no Sul e ampliou o risco pra qualidade do trigo, enquanto o Rio Grande do Sul enfrenta falta de diesel bem na largada do plantio da safra de verão. A importação de fertilizante caiu 26% frente a setembro do ano passado, sinal de insumo ainda caro na ponta. Lá fora, o café fechou em alta de 1% em Nova York depois de dias de queda, e vale guardar um número: quem mais rendeu na safra passada tirou 126,3 sacas de soja por hectare, a régua pra comparar com a sua.

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A distância entre a sua saca e a do vizinho que faz melhor

O Mato Grosso do Sul aparece como um dos estados que mais produz soja barata: o custo por hectare fica entre os mais baixos do país, mas o preço de venda também é um dos mais apertados, o que apaga boa parte dessa vantagem construída no campo.

Dentro do próprio estado, a diferença de custo por saca entre a média e o terço mais lucrativo chega a R$ 12: R$ 75,94 contra R$ 63,25. Essa distância não depende de clima nem do fechamento de Chicago, é gestão de custo, e ela separa quem sobra margem de quem aperta o cinto na mesma safra.

A pergunta que fica é onde a sua fazenda está nessa régua. O Compare Safras da Aegro coloca o seu custo por hectare, o seu custo por saca e o seu ponto de equilíbrio ao lado de fazendas do mesmo estado e da mesma cultura, pra você enxergar de que lado da média está antes de fechar a conta da safra.

Destaques da Mídia

Diesel curto ameaça o plantio no RS

Diesel curto ameaça o plantio no RS

O Rio Grande do Sul entrou na semana com a oferta de diesel apertada bem no momento em que o plantio da safra de verão pede caminhão e trator rodando. A cobrança já foi feita à ANP pra destravar o abastecimento antes que o atraso na semeadura vire conta maior lá na frente. Quem ainda não fechou o combustível da entressafra sente o aperto primeiro.

No mesmo pacote de custo, a importação de fertilizante caiu 26% na comparação com setembro do ano passado. Menos volume entrando no país tende a manter o insumo mais caro justo na largada da compra pra próxima safra, e pesa em quem ainda não fechou a cesta de adubo.

Chuva forte castigou o Sul nos últimos dias, com alagamento em lavouras e uma frente fria nova já no radar dos meteorologistas. O trigo é quem sente primeiro: a umidade em excesso ameaça a qualidade do grão bem na reta da colheita, e quem tem contrato fechado por qualidade específica corre risco de deságio.

Do lado positivo, a soja fechou a safra passada com produtividade média de 126,3 sacas por hectare entre os melhores resultados do país. É o número pra colocar ao lado do talhão próprio antes de fechar o planejamento da 26/27: quem ficou abaixo disso tem o que ajustar até o plantio.

Você Sabia?

Imagens de satélite renovadas a cada 3 a 5 dias

O Aegro Imagens atualiza a leitura de NDVI do talhão a cada 3 a 5 dias, direto do satélite Sentinel-2, com resolução de 10 metros por pixel.

Isso significa enxergar a variação de vigor da lavoura quase em tempo real, sem esperar a próxima visita a campo pra notar que uma área ficou pra trás.

Na prática, é a diferença entre corrigir o estresse hídrico ou nutricional ainda na janela certa, e descobrir só na colheita, quando o prejuízo já está feito.

DEMONSTRAÇÃO GRÁTIS
Minuto Reforma

Setembro mudou a regra da nota de devolução

Desde 1º de setembro vale a regra de referenciamento exclusivo nas notas de devolução, o VC02-14 da NT 2025.002-RTC.

O cronograma é próprio, separado do que valeu em agosto, então quem trabalha com troca e devolução de insumo com frequência precisa confirmar se o emissor já está na versão atualizada.

Nota de devolução emitida fora dessa regra trava, e quem descobre isso na hora da troca perde tempo bem no meio da operação.

ACESSE O CONTEÚDO DETALHADO

Destaques Soja e Milho

Destaques Soja e Milho

Soja

O CEPEA/ESALQ segue na última publicação disponível, do fechamento de sexta: recuo de 0,73%, a R$ 160,55 a saca em Paranaguá. No físico de hoje o porto manteve os R$ 162,00, Rio Grande operou a R$ 163,00 e Castro, no Paraná, subiu para R$ 150,00. Do lado do campo, a produtividade média entre os melhores resultados da safra passada chegou a 126,3 sacas por hectare, e lá fora os embarques dos Estados Unidos aceleraram 44% na semana, dando sustentação ao preço externo. Quem vai travar contrato essa semana tem no rendimento do próprio talhão o primeiro número pra revisar antes de olhar o preço.

Milho

O milho também segue com o fechamento de sexta no indicador, queda de 0,60%, a R$ 69,77 a saca. No físico de hoje, Porto Santos pagou R$ 70,00, Campinas recuou pra R$ 69,00 e Paranaguá manteve os R$ 74,00. A exportação de setembro melhorou o ritmo frente à primeira semana do mês, mas segue 17% abaixo do mesmo período do ano passado, e é esse hiato que decide se o preço aguenta a virada do mês.

Os dois grãos chegam à terça com o preço ainda preso numa publicação atrasada, mas o físico já mexendo sozinho. Antes de fechar volume, vale olhar o físico de hoje, que é quem está de fato respondendo ao mercado.

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Dados agregados e anonimizados · Atualizados em 15/09/2026