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Segunda-feira, 14 de setembro

Crédito da safra soma R$65,7 bi

Petróleo dispara e dá fôlego à soja; café cai à mínima de 7 semanas.

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Crédito da safra soma R$65,7 bi

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O fim de semana mexeu com o mercado mesmo sem pregão. O petróleo saltou 3% depois dos ataques no Oriente Médio, com o Brent acima de US$ 107, e já deu fôlego para a soja lá fora antes de o Brasil reabrir hoje. A semana também começa com dinheiro na mesa: o crédito da safra 26/27 já soma R$ 65,7 bilhões liberados e o governo anunciou mais R$ 4 bilhões a juro subsidiado para fertilizante. Como referência, a última rodada de negócios antes do fim de semana, na sexta, tinha deixado soja e milho em queda no físico. As cotações completas desse último pregão estão logo abaixo, com uma pílula sobre a pecuária em ciclo de alta que conversa direto com o milho barato de agora.

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A arroba mira R$ 400 e a alimentação está barata

A arroba do boi gordo bateu R$ 380 em abril e parte do mercado já projeta R$ 400 até o fim de 2026, com São Paulo negociando acima de R$ 350. Por trás da alta está a oferta curta: o abate elevado de fêmeas nos últimos anos reduziu o número de bezerros, e o custo de reposição subiu cerca de 60%.

O detalhe que muda a conta é o timing. O curto prazo trouxe um respiro de baixa, mas a aposta para o segundo semestre é de retomada firme dos preços. Quem entra nessa janela com o custo de alimentação travado joga um jogo diferente de quem deixa para acertar o cocho depois.

É aí que o milho da safrinha entra na história. Com o grão pressionado pela oferta e a ureia ainda cara, a mesma semana que aperta a lavoura de milho abre a porta da pecuária. Travar energia barata agora separa quem entra no ciclo de alta protegido de quem entra exposto.

Destaques da Mídia

O dinheiro da safra 26/27 já está na mesa: R$ 65,7 bi

O dinheiro da safra 26/27 já está na mesa: R$ 65,7 bi

O crédito rural da safra 26/27 já soma R$ 65,7 bilhões contratados no início do ciclo, segundo o balanço divulgado na sexta. Quem ainda vai montar o custeio ganha um retrato claro de que o funil de recursos abriu, e adiantar a conversa com o banco antes que as linhas mais baratas esgotem faz diferença no juro final.

No mesmo movimento, o governo anunciou R$ 4 bilhões a taxas subsidiadas para a indústria de fertilizante. O efeito não chega direto no bolso do produtor, mas mira o preço e a disponibilidade do insumo na ponta, justamente na largada da compra para o plantio.

O petróleo mudou o humor do mercado no fim de semana. O Brent subiu 3% e passou de US$ 107 depois de ataques a instalações no Oriente Médio, e a soja engatou alta em Chicago apoiada nessa disparada, com reflexo esperado no óleo e no biodiesel. Quem acompanha prêmio de exportação começa a semana de olho em como o físico brasileiro vai responder à reabertura.

O café seguiu na direção oposta. Em Nova York, os contratos caíram para a mínima de sete semanas, em parte pela pressão das exportações brasileiras, e o CEPEA recuou 1,36% na sexta, a R$ 1.596,87 a saca. Cafeicultor com café verde na mão vê a janela de preço apertar bem na reta da comercialização.

Você Sabia?

O mapa de calor do MIP mostra a praga antes de ela virar prejuízo

O monitoramento de pragas do Aegro gera um mapa de calor em tempo real do talhão. O vermelho aponta onde a população passou do nível de controle e o verde onde ainda está abaixo.

Em vez de decidir a pulverização no olho, você enxerga por área onde a aplicação se paga e onde ela seria dinheiro jogado fora.

É o tipo de dado que transforma a caminhada de scouting em decisão de custo, com o defensivo indo só onde a lavoura pede.

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Minuto Reforma

Setembro é o mês que define seu crédito de 2027

Até o fim de setembro deve sair o ato conjunto do Ministério da Fazenda com o Comitê Gestor do IBS que fixa o crédito presumido do produtor rural não contribuinte para 2027.

Esse crédito é o que o comprador da sua safra aproveita, então ele pesa na hora de a indústria, a trading ou a cooperativa escolherem de quem comprar.

Vale acompanhar o número assim que for publicado e sentar com o contador para decidir se entrar no regime compensa no seu caso.

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Destaques Soja e Milho

Destaques Soja e Milho

Soja

O último pregão antes do fim de semana, na sexta, deixou a soja em queda no físico brasileiro: o CEPEA/ESALQ recuou 0,73%, a R$ 160,55 a saca em Paranaguá, com o porto negociando a R$ 162,00, Rio Grande a R$ 163,00 e Castro, no Paraná, a R$ 149,00. A virada veio nos dois dias seguintes, sem pregão: o petróleo saltou 3% no fim de semana e levou a soja para cima em Chicago, puxando junto o óleo e o biodiesel. A segunda reabre com esse impulso lá fora tentando furar a queda que ficou da última sessão.

Milho

O milho fechou essa mesma sessão de sexta também em queda, com o CEPEA/ESALQ em baixa de 0,60%, a R$ 69,77 a saca, e Campinas pagando R$ 70,00 enquanto Paranaguá ficou em R$ 74,00. O frio e a demanda firme seguram um piso, mas o contrato de dezembro recuou em Chicago e mantém o clima de cautela para a reabertura. É o preço baixo que, do outro lado do balcão, vira energia barata para o confinamento que mira a arroba nas alturas.

Quem tem os dois grãos começa a semana com o mesmo dado apontando para lados diferentes. A soja aposta na reabertura firme puxada pelo petróleo, enquanto o milho barato interessa mais a quem compra do que a quem vende. Ler essa diferença antes de fechar volume é o que separa o preço travado no tempo certo do preço aceito no susto.

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Dados agregados e anonimizados · Atualizados em 15/09/2026