Soja cai até R$5/sc com USDA
A sexta-feira fechou com o relatório do USDA derrubando a soja em Chicago à tarde, depois de um começo de pregão em alta. No Mato Grosso, a saca perdeu até R$ 5 no mesmo dia. O Inmet também ligou o alerta para esse fim de semana, com risco de temporal e granizo em São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul. As cotações completas do dia estão logo abaixo, e tem uma pílula sobre o preço da soja em Mato Grosso do Sul que conversa direto com o tombo de ontem.
A vantagem da lavoura some na venda
A pílula anterior desta série mostrou que Mato Grosso do Sul produz a soja mais barata do país, com custo operacional de R$ 4.772 por hectare. Só que essa vantagem não sobrevive até a venda: no mesmo período, o estado recebeu R$ 113,32 pela saca, um dos menores preços do Brasil.
Comparado ao Rio Grande do Sul, MS perdeu R$ 659 por hectare só na hora de vender a safra, quase o triplo dos R$ 224 por hectare que economiza no custo de produção. O ganho que o produtor constrói lá na frente, na porteira, evapora na negociação.
O dado reforça que custo baixo sozinho não garante margem boa. Sem acompanhar também o preço de venda, o produtor não sabe de que lado da conta está até fechar a safra.
USDA derruba a soja, granizo ronda o fim de semana
O relatório do USDA saiu ontem à tarde com estoque e produtividade americana maiores do que o mercado esperava, e o dia que tinha aberto em alta para os grãos virou perda rápida. A soja liderou a queda em Chicago e chegou a derrubar até R$ 5 por saca no Mato Grosso ainda no mesmo pregão. Quem estava perto de fechar contrato de exportação ou travar preço essa semana viu a decisão ficar mais apertada de uma hora para outra.
O Inmet colocou alerta de perigo para tempestade com granizo neste fim de semana em municípios de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul. Quem está na reta final de colheita ou com aplicação agendada nessas regiões faz bem em adiantar a operação antes da chuva chegar.
O Paraná começou a liberar o plantio da soja 2026/27 de forma escalonada, regional por regional, em vez de abrir a janela toda de uma vez. Produtor paranaense que ainda não confirmou a data de semeadura precisa checar o calendário da sua regional antes de comprar semente e agendar maquinário.
A agência S&P rebaixou nesta semana o rating da 3tentos, citando liquidez insuficiente para os próximos 12 meses. Quem compra insumo financiado por distribuidoras do setor ganha mais um motivo para conferir a saúde financeira do fornecedor antes de fechar parcelamento longo.
Dado de máquina agrícola direto no Aegro
Quem já usa John Deere Operations Center, Climate FieldView ou Stara não precisa digitar de novo o que a própria máquina já registrou.
A integração traz automaticamente área realizada, insumo aplicado, horímetro, velocidade de operação e o mapa de aplicação de cada talhão.
É menos lançamento manual e mais tempo pra olhar o que os dados mostram, com a máquina alimentando a gestão sozinha.
Setembro mudou a regra da nota de devolução
Desde 1º de setembro vale a regra de referenciamento exclusivo nas notas de devolução, a VC02-14 da NT 2025.002-RTC.
Ela tem cronograma próprio, separado do que valeu em agosto.
Quem troca ou devolve insumo com frequência precisa confirmar se o emissor de NF-e já está atualizado, porque nota de devolução sem esse referenciamento trava.
Destaques Soja e Milho
Soja
O relatório do USDA de ontem à tarde trouxe estoque e produtividade americana maiores do que o mercado esperava, e a soja devolveu de uma vez o que tinha ganhado pela manhã: o contrato de setembro em Chicago fechou em queda de 2,72%, a US$ 12,80 o bushel, derrubando até R$ 5 por saca no Mato Grosso no mesmo pregão. O CEPEA/ESALQ ainda reflete o fechamento anterior, em alta de 1,01% a R$ 161,73 a saca em Paranaguá, mas o físico já sentiu o solavanco: Porto Paranaguá negociou a R$ 162,00, e Castro (PR) e o Oeste da Bahia foram a R$ 149,00.
Milho
O mesmo relatório do USDA pesou sobre o milho, só que com corte mais leve: mesmo com queda na produtividade americana, o número final ainda veio acima do esperado, e o contrato de setembro em Chicago fechou com baixa de 0,73%. O CEPEA/ESALQ recuou 0,47%, a R$ 70,19 a saca, com Campinas pagando R$ 70,00 e Santos R$ 68,00.
Quem tem os dois grãos sentiu o mesmo relatório bater com força desigual: a soja levou o golpe maior, o milho amorteceu. Fechar volume grande antes de a segunda-feira confirmar se o mercado já digeriu o número é apostar que o pior já passou.