Custeio do milho sobe 13,8%
A quinta-feira fechou com a soja disparando em Chicago, nas maiores cotações dos últimos anos. O petróleo passou dos US$ 105 o barril e empurrou o custo do fertilizante para cima, com o custeio do milho safrinha em Mato Grosso já 13,8% mais caro. No boi, a China cortou 80% das compras da carne brasileira, mas os Estados Unidos abriram uma porta de até US$ 500 milhões ao zerar a tarifa. As cotações completas do dia estão logo abaixo, e tem um dado sobre o custo da soja em Mato Grosso do Sul que vale a leitura.
MS produz a saca quase mais barata do país
Na safra 25/26, o custo operacional por hectare da soja em Mato Grosso do Sul ficou em R$ 4.772, o mais baixo entre os sete maiores estados produtores. Por saca, o número fecha em R$ 75,94, atrás só do Paraná. Em custo de produção, MS está no pódio nacional.
O problema não está em quanto o estado gasta para colher. MS já mostra que dá para produzir soja barata, com disciplina de custo operacional que poucos estados no país conseguem igualar.
A pergunta que fica é o que acontece com essa vantagem depois que a soja sai do talhão e vai para o mercado. A próxima pílula da série mostra pra onde ela vai.
Fertilizante sobe, carne troca China por EUA
O petróleo passou dos US$ 105 o barril ontem, e o efeito já chegou no custo do insumo. Mais da metade das compras de fertilizante para o milho safrinha de 2027 seguia em aberto no início de setembro, e o custeio em Mato Grosso subiu 13,8% na comparação com o ciclo anterior. Quem ainda não fechou parte do pacote de adubação da próxima safra vê a conta ficando mais cara a cada semana que passa.
No boi, o dia trouxe um contraste. A China reduziu em 80% as compras de carne bovina do Brasil, derrubando o volume total embarcado para o país. Do outro lado do mapa, os Estados Unidos zeraram a tarifa sobre a carne brasileira, abrindo uma janela de até US$ 500 milhões em novos negócios. Quem vende boi gordo para frigorífico exportador sente esse recuo asiático, mas também a chance de recompor parte da receita pelo lado americano.
Em paralelo, o mercado se prepara para o relatório do USDA que sai nos próximos dias, com expectativa de corte na produção, na produtividade e nos estoques de soja e milho dos Estados Unidos, e espaço até para alta nas exportações americanas de soja da safra 26/27. Quem tem contrato de exportação pra fechar essa semana faz bem em esperar esse número antes de travar o próximo lote.
Do lado do crédito, a safra 26/27 já soma R$ 65,7 bilhões liberados desde o início do ciclo. Produtor que ainda não buscou linha de custeio encontra mais fôlego do que no mesmo período do ano passado.
Seus dados do Aegro também rodam no seu BI
Quem já usa Power BI ou Tableau na fazenda ou na consultoria não precisa abrir mão da ferramenta pra acompanhar os números do Aegro.
O Aegro se conecta direto com essas plataformas, o que permite montar dashboards personalizados a partir dos mesmos dados que já estão na gestão.
É uma forma de juntar o que a fazenda já usa pra analisar resultado com o que o Aegro já organiza sozinho, sem duplicar planilha nem exportar número à mão.
Setembro ainda define seu crédito de 2027
Até setembro sai o ato conjunto do Ministério da Fazenda com o Comitê Gestor do IBS que fixa os percentuais de crédito presumido do produtor rural não contribuinte para 2027.
Esse crédito é o que o comprador da sua safra aproveita quando fecha negócio com você.
Vale acompanhar o número assim que for publicado e já conversar com o contador sobre entrar ou não no regime.
Destaques Soja e Milho
Soja
O CEPEA/ESALQ fechou a quarta-feira a R$ 160,12 a saca em Paranaguá, recuo de 0,21%, ainda sem refletir o pregão de hoje. Lá fora, a soja disparou em Chicago ontem e chegou às maiores cotações dos últimos anos, puxada pela expectativa de corte nos estoques americanos no relatório do USDA que sai nos próximos dias. No físico já atualizado, Castro, no Paraná, negociou a R$ 150,00 a saca, e Pato Branco (PR) e Palma Sola (SC) fecharam a R$ 139,50. Em Mato Grosso, a saca subiu para R$ 134,01 ontem, e o contrato futuro de janeiro na B3 avançou 1,50%. Quem tem soja pra travar essa semana encontra a janela de preço mais favorável dos últimos meses; falta saber se o pico já passou ou se o USDA ainda tem gás pra empurrar mais.
Milho
O CEPEA/ESALQ também fechou a quarta a R$ 70,52 a saca, queda de 0,54%, e a B3 operou parada ontem, a R$ 70,82. No físico, Paranaguá disponível pagou R$ 74,00, Campinas R$ 71,00 e Santos R$ 69,00.
A soja carrega a força do dia enquanto o milho segue de lado, esperando o custo da próxima safrinha se acomodar. Quem tem os dois grãos na fazenda ganha argumento a mais pra negociar a soja primeiro.