Chuva de até 200mm nesta quarta
Terça-feira fechou com o café perdendo força em Nova York: caiu mais de 2%, com a oferta brasileira ainda generosa e o clima cooperando lá fora. No grão, o milho viveu um impasse clássico, comprador esperando preço mais baixo e vendedor segurando estoque à espera de um valor melhor. O Inmet também colocou o Sul, o Sudeste e o Centro-Oeste em alerta para uma frente fria que chega hoje com chuva forte, podendo passar de 200 milímetros em cinco regiões do país até o fim da semana. O indicador CEPEA ainda não trouxe fechamento novo, mas no último número disponível, de sexta, soja e milho seguiam estáveis.
Engeo Pleno S caiu 24,6% em um ano, e câmbio explica só um terço disso
De abril a julho, o Engeo Pleno S saiu de R$ 148,46 por litro em 2025 para R$ 111,98 em 2026, queda de 24,6% no mesmo ponto do ciclo, tanto por litro quanto por hectare.
Em dólar, a queda foi de 18,2%. O real ficou só cerca de 8% mais forte no período, o que deixa a maior parte da queda como fato real de mercado, não efeito cambial.
Quem ainda usa o preço do ano passado como referência de negociação está discutindo com um número que já não existe. A régua de comparação precisa ser atualizada antes de qualquer conversa com o fornecedor.
Frente fria traz até 200mm de chuva a partir de quarta
O Inmet colocou o Sul, o Sudeste e o Centro-Oeste em alerta para uma frente fria que deve trazer tempestades a partir de hoje, com volume de chuva podendo passar de 200 milímetros em cinco regiões do país até o fim da semana. É um volume que muda o ritmo de quem está no meio do plantio de verão ou ainda decidindo a janela de aplicação de insumo. Quem tem operação de campo programada para os próximos dias já pode conferir a previsão local antes de tirar a máquina da garagem.
O café também mudou de humor: caiu mais de 2% em Nova York nesta terça, puxado pela oferta brasileira ainda robusta e por um clima que segue cooperando com a safra atual. Já quem plantou pensando em 2027 olhou para outro lado. O El Niño que pode se formar no próximo ciclo ameaça antecipar a florada e aumentar a pressão fitossanitária sobre os cafezais. Quem decide replantio ou manejo preventivo ganha um motivo a mais para não deixar essa conversa para depois.
Nas exportações, a soja brasileira embarcou 9,81 milhões de toneladas em agosto, mas o Mato Grosso, principal celeiro do grão, viu os embarques caírem 61% no mês. É o tipo de número que mostra como o ritmo de escoamento pode variar forte de estado para estado, mesmo com o total nacional ainda relevante. Quem tem contrato de exportação fechado no estado ganha motivo para conferir se o cronograma de embarque combinado ainda está de pé.
Clube Aegro também abre porta para consultoria, curso e sucessão familiar
O Clube Aegro não é só desconto em insumo ou seguro. Ele também conecta você a consultorias de gestão rural, parceiras que ajudam a organizar processo, custo e decisão dentro da fazenda.
Tem espaço para formação também: cursos e MBA voltados para quem quer profissionalizar a gestão sem sair da rotina do campo.
E cobre uma conversa que muita fazenda adia, o planejamento sucessório familiar. Ter isso organizado antes da hora evita disputa e travamento de decisão quando a geração seguinte assume.
Setembro define seu crédito presumido de 2027
Até o fim de setembro sai o ato conjunto do Ministério da Fazenda com o Comitê Gestor do IBS que fixa os percentuais de crédito presumido do produtor rural não contribuinte para 2027.
Esse é o crédito que o comprador da sua safra aproveita na conta dele, não você diretamente. Mas o percentual que sair muda o poder de negociação na hora de vender.
O número ainda não foi publicado. Assim que sair, é hora de sentar com o contador e decidir se compensa entrar no regime ou seguir fora dele.
Destaques Soja e Milho
Milho
O indicador CEPEA/ESALQ ainda não trouxe o fechamento de terça: o último número disponível, de sexta-feira, mostra o milho em R$ 70,93 por saca, recuo de 0,18%. No físico de hoje, Itapetininga pagou R$ 67,00, o Oeste da Bahia R$ 63,00 e Rio Verde, em Goiás, R$ 62,00, um spread de R$ 5 entre as praças mais distantes. O mercado virou um cabo de guerra: comprador quer pagar menos, vendedor prefere segurar o estoque até aparecer um preço melhor. As exportações de setembro seguem abaixo do mesmo mês de 2025, mas já reagem depois de um agosto fraco, sinal de que a demanda externa não sumiu, só está mais seletiva. Quem tem armazenagem própria ganha fôlego para esperar esse impasse se resolver; quem depende de venda rápida sente o spread regional na pele.
Soja
No mesmo fechamento de sexta, a soja ficou em R$ 160,87 por saca em Paranaguá, alta de 0,46%, com o próprio porto e o Rio Grande pagando R$ 162,00 no físico de hoje e Santos, R$ 160,00. Lá fora, os embarques de milho dos Estados Unidos vieram acima do esperado e a soja americana reagiu junto, com mais de 400 mil toneladas negociadas na semana.
Com o milho travado num impasse de preço e a soja dependendo de sinal de fora, a semana pede o mesmo cuidado dos dois lados: conferir o spread regional antes de fechar contrato, porque a diferença entre praças está maior do que o normal.