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Terça-feira, 8 de setembro

Deságio de 70% no crédito do MT

Milho, café e pecuária ficaram em alerta com frio de -6°C no Centro-Sul essa semana.

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Deságio de 70% no crédito do MT

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Segunda-feira, feriado da Independência, terminou com um recado gelado: uma massa de ar polar levou temperaturas de até -6°C ao Centro-Sul e deixou milho safrinha, café e pecuária leiteira em alerta. No crédito, o alerta também soou: uma recuperação judicial no Mato Grosso saiu do papel com deságio de 70% na dívida, e produtores seguem batendo cabeça pra acessar as linhas da MP do Endividamento Rural. O indicador CEPEA ainda não trouxe o fechamento de segunda, mas no último número disponível, de sexta, a soja seguia em leve alta e o milho, firme.

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Milho barato rende mais como energia do que como adubo de pasto

Com o milho na mínima, cada real investido nele rende mais em energia concentrada pro rebanho do que em adubação de pastagem. É uma conta que muda de lado dependendo do preço do grão, e neste ano o grão ficou do lado do pecuarista.

Isso não quer dizer que um substitui o outro. O nitrogênio constrói o pasto ao longo do tempo, o milho entrega energia direta pro animal na suplementação a pasto, no semiconfinamento ou no confinamento. São ferramentas diferentes, e o momento de preço baixo é a hora de usar a que está mais barata.

A base de dados da Aegro mostra que junho e julho costumam ser a melhor janela de entrada do ano pra quem engorda. É a mesma lógica de quem vende grão antecipado, só que ao contrário: em vez de comprar energia cara lá na frente, o pecuarista trava a compra quando a oferta de milho está no ponto mais alto do ano.

Destaques da Mídia

Dívida do agro no MT sai com deságio de 70%

Dívida do agro no MT sai com deságio de 70%

A Nova Fronteira, grupo agrícola de Mato Grosso, teve o plano de recuperação judicial homologado pela Justiça com deságio médio de 70% sobre a dívida original. A adesão dos credores passou de 76%, com carência de três anos e pagamento distribuído nos dez anos seguintes. O grupo projeta gerar ao menos R$ 20 milhões de caixa por safra pra cobrir as parcelas. Quem tem contrato com fornecedor ou parceiro no estado ganha motivo pra conferir a saúde financeira de quem está do outro lado da mesa.

O caso não é isolado. Produtores seguem relatando dificuldade prática pra acessar as linhas de crédito já previstas na MP do Endividamento Rural, mesmo com a medida em vigor. Quem depende dessas linhas pra rolar dívida da safra passada corre o risco de ficar no meio do caminho entre o anúncio e o dinheiro na conta.

No café, o quadro é outro: a safra 26/27 está atendendo a demanda sem sufoco, mesmo com o preço sob pressão no fechamento de sexta-feira. Quem já vendeu parte da produção sentiu isso na cotação, e o produtor mais atento já olha pro clima de 27/28 pra decidir o próximo passo.

A onda de frio começou na sexta e teve seu pico na segunda-feira, feriado da Independência, quando uma massa de ar polar levou temperaturas de até -6°C ao Centro-Sul, com geada generalizada em áreas de milho safrinha, café, hortaliça e pecuária leiteira. O efeito sobre produtividade ainda está sendo medido, mas ajuda a explicar por que o mercado físico não anda em linha reta essa semana.

Você Sabia?

Seguro agroclimático para soja e milho, direto pelo Clube Aegro

Depois da semana de geada que passou pelo Centro-Sul, dá pra proteger a lavoura antes do próximo susto climático. Pelo Clube Aegro, você contrata seguro agroclimático pra soja, cobrindo semeadura e fase vegetativa, e pra milho, cobrindo o pendoamento.

São exatamente as fases em que um evento de frio, seca ou chuva fora de hora custa mais caro: a lavoura ainda não formou reserva pra se recuperar sozinha. Contratar a cobertura certa pra cada fase evita que um imprevisto climático vire prejuízo assumido sozinho pelo produtor.

A contratação é feita direto pela plataforma, sem sair do fluxo que você já usa pra gerenciar a fazenda.

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Minuto Reforma

Setembro mudou a regra da nota de devolução

Desde o dia 1º de setembro vale a regra de referenciamento exclusivo nas notas de devolução, a VC02-14 da NT 2025.002-RTC.

Esse cronograma é separado do que valeu em agosto pra nota normal.

Quem troca ou devolve insumo com frequência precisa do emissor de NF-e atualizado, senão a devolução trava na hora de emitir.

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Destaques Soja e Milho

Destaques Soja e Milho

Soja

O indicador CEPEA/ESALQ ainda não trouxe o fechamento de segunda: o último número disponível, de sexta-feira, mostra a soja em R$ 160,87 por saca (Paranaguá), alta de 0,46%, com Paranaguá e Rio Grande pagando R$ 162,00 e Castro, no Paraná, R$ 149,00 no físico da mesma sessão. Já em Chicago, o pregão reabriu nesta terça depois do feriado de Labor Day nos Estados Unidos, mercado fechado na segunda, com sinais mistos e o trigo puxando o clima mais firme pro complexo grãos. No Paraná, o plantio da safra 2026/27 já começou, o que aproxima a decisão de quem ainda não fechou o pacote de insumo da temporada.

Milho

No mesmo fechamento de sexta, o milho ficou em R$ 70,93 por saca, recuo de 0,18%. No físico, Paranaguá pagou R$ 74,00, Campinas R$ 73,00 e Itapetininga ficou mais atrás, a R$ 67,00, um spread de R$ 7 entre as praças. A safra de verão está começando no Sul e aquece a demanda, enquanto a safrinha já colhida virou energia barata pro rebanho.

Com o plantio de verão começando dos dois lados e a geada de segunda-feira ainda reverberando sobre pastagem e silagem, a leitura da semana é mais climática do que de preço isolado: quem ainda vai fechar compra de insumo ou de energia animal tem argumento pra decidir antes que a demanda do plantio pressione os dois mercados junto.

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Dados agregados e anonimizados · Atualizados em 15/09/2026