Milho exporta 32% menos em agosto
A sexta-feira fechou movimentada no bolso do produtor: o governo destravou R$ 4 bilhões em crédito com juro reduzido pro fertilizante e sancionou a Lei Profert, mudando a dinâmica do insumo pra próxima safra. Do lado ruim, a exportação de milho murchou 32% em agosto e a carne brasileira perdeu o prêmio que cobrava na Europa. Trouxemos as cotações completas do dia e um benefício novo pra quem depende de certificado digital.
Negociação só vira economia se você sabe a faixa da semana
No Engeo Pleno S, sem marca genérica pra comparar preço, a maior parte da diferença de custo por hectare está na negociação, não no mapa nem na cadeia de distribuição. Mas negociar bem exige saber, no momento da compra, se a proposta do fornecedor está dentro ou fora da faixa praticada na sua região naquela semana específica, porque o preço desse defensivo muda de uma semana pra outra.
É exatamente essa faixa que o Compare Preços da Aegro mostra: o preço recente do Engeo Pleno S por cidade, direto de nota fiscal real, com fornecedor e data. Em vez de negociar de olho fechado ou confiar na memória da compra passada, o produtor chega na mesa já sabendo se aquela cotação está acima ou abaixo do que o mercado ao redor está pagando.
Essa lógica vale pra qualquer insumo com preço que se move rápido, não só defensivo. Com o governo liberando ontem R$ 4 bilhões em crédito mais barato pro fertilizante, quem for renegociar o pacote de insumos pra 26/27 ganha ainda mais motivo pra conferir a faixa atualizada antes de fechar.
Governo libera R$ 4 bi para baratear fertilizante
O governo destravou ontem R$ 4 bilhões em crédito com juro reduzido pro fertilizante, junto com a sanção da Lei Profert, que muda a forma como o mercado de insumo funciona daqui pra frente. É dinheiro carimbado justamente pro item que mais pesa na conta de quem planta a próxima safra. Quem está fechando pacote de fertilizante pra 26/27 ganha argumento novo pra negociar prazo e taxa com o fornecedor antes de bater o martelo.
Já a exportação de milho fechou agosto capenga: o Brasil embarcou 4,65 milhões de toneladas no mês, 32% a menos que em agosto do ano passado. Ritmo mais lento de embarque tende a represar parte da produção dentro do país, pressionando quem depende do fluxo externo pra escoar a safrinha. É um número pra acompanhar em setembro, se o ritmo continuar fraco.
No lado da pecuária, um levantamento divulgado ontem mostrou que a carne bovina brasileira perdeu o prêmio de 57% que a União Europeia pagava sobre o preço médio de exportação. Sem esse desconto embutido no preço externo, quem vende pra esse mercado sente a margem mais apertada logo na entrada da receita.
Do lado positivo, a 49ª Expointer, que aconteceu nesta semana, projetou crescimento de 8,64% na produção de grãos do Rio Grande do Sul pra safra 26/27. Quem planta no estado tem parâmetro fresco pra comparar a própria expectativa de área e produtividade com a média regional.
Certificado digital A1 sai por R$ 49,90 no Clube Aegro
O Clube Aegro trouxe um benefício direto pra quem depende de certificado digital pra emitir nota fiscal e assinar documento: certificado A1 a partir de R$ 49,90, numa parceria com a Rede Ideia.
Certificado A1 é aquele que fica instalado no computador ou celular, sem precisar de token físico, o que é mais prático pro dia a dia de quem já opera o financeiro e a emissão de nota pelo Aegro.
Pra quem hoje paga mais caro em outro fornecedor ou ainda não tem certificado próprio, vale comparar o preço do Clube Aegro antes da próxima renovação.
Setembro define seu crédito de 2027
Até setembro sai o ato conjunto do Ministério da Fazenda com o Comitê Gestor do IBS que fixa os percentuais de crédito presumido do produtor rural não contribuinte pra 2027.
Esse crédito é o que quem compra sua safra consegue aproveitar depois.
Vale acompanhar quando o número for publicado e já conversar com o contador sobre entrar ou não no regime.
Destaques Soja e Milho
Soja
No último fechamento disponível, de quinta-feira, o CEPEA/ESALQ da soja ficou em R$ 151,68 por saca no Paraná, recuo de 0,61%. No físico da mesma sessão, Paranaguá seguiu no topo com R$ 162,00, Rio Grande pagou o mesmo valor (+0,62%) e Santos operou a R$ 155,00 (-1,27%). A comercialização da safra 26/27 já soma 29,1%, acima da média histórica, com os portos pagando prêmio sobre o indicador CEPEA. Quem ainda não fechou parte da nova safra tem argumento pra levar esse número pra mesa de negociação com o comprador local.
Milho
Já o milho fechou o mesmo pregão de quinta em R$ 71,06 por saca, alta de 0,17%. No físico, Paranaguá pagou R$ 74,00, Campinas R$ 73,00 e Itapetininga ficou mais atrás, a R$ 67,00, um spread de R$ 7 entre as praças que vale acompanhar. A exportação de agosto veio fraca, 32% abaixo do mesmo mês do ano passado, e ritmo mais lento de embarque tende a represar oferta dentro do país nas próximas semanas.
Com a soja levando prêmio no porto e o milho lidando com exportação mais devagar, quem tem os dois grãos na mesma fazenda ganha argumento pra priorizar a comercialização da soja agora e segurar um pouco mais o milho até o quadro de exportação clarear.