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Sexta-feira, 4 de setembro

Fertilizante ganha alívio federal

Soja fecha a melhor semana do ano em Chicago, e a China compra em ritmo recorde.

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Fertilizante ganha alívio federal

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A quinta-feira fechou com a soja no rumo mais forte da semana: Chicago passou dos US$ 13 o bushel, e a China acelerou as compras no ritmo mais rápido em quatro anos. O governo também soltou R$ 4 bilhões em crédito mais barato pro fertilizante, enquanto o milho perdeu um pouco de força na B3 com realização de lucro. Trouxemos as cotações completas do dia e um dado novo sobre como a pecuária já está na conta de mais de 500 fazendas que usam o Aegro.

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Canal e estado explicam menos da metade do preço do defensivo

O Engeo Pleno S não tem genérico: é fabricante único, então não existe marca cara contra marca barata pra explicar por que o preço varia tanto entre produtores. Mesmo assim, a diferença de custo por hectare bateu 75,8% entre a ponta mínima e a máxima na safra 25/26.

Tirando a marca da equação, sobram só dois fatores geográficos: o canal de venda responde por 16% a 18% dessa diferença, e o estado onde a compra acontece, por mais 10% a 11%. Somados, ficam bem abaixo dos 75,8% que aparecem dentro do mesmo produto, na mesma safra.

Ou seja: a maior parte da diferença não está no mapa nem na cadeia de distribuição. Está na mesa de negociação. Quem compra o mesmo defensivo que o vizinho e paga mais caro provavelmente não perdeu por estar no estado errado — perdeu na conversa com o fornecedor.

Destaques da Mídia

Soja tem melhor semana do ano e fertilizante ganha alívio federal

Soja tem melhor semana do ano e fertilizante ganha alívio federal

A soja fechou ontem a melhor semana da temporada em Chicago, com o contrato passando dos US$ 13 o bushel. A China acompanhou no mesmo ritmo: comprou dos Estados Unidos no passo mais rápido em quatro anos, sustentando a demanda externa bem na reta final da colheita brasileira. Quem ainda segura parte da safra guardada ganhou um argumento a mais pra reabrir a conversa com o comprador.

O governo federal também entrou no jogo do custo. Alckmin anunciou ontem R$ 4 bilhões em crédito com juro reduzido pra baratear a compra de fertilizante pra próxima safra. É dinheiro carimbado justamente pro insumo que mais pesa na conta do produtor nos últimos anos. Quem está fechando pacote pra 26/27 tem argumento novo pra negociar prazo e taxa com o fornecedor.

Já o milho perdeu força ontem: o contrato de setembro recuou 1,02% na B3, fechando a R$ 71,85 por saca, puxado por realização de lucro depois da sequência de altas do mês passado. No físico, porém, o preço segue mais firme que o papel, sinal de que quem compra pra ração e etanol não soltou a demanda.

No Centro-Oeste, a falta de chuva já cobra conta do trigo. Mato Grosso e Goiás registram queda no potencial produtivo, com brusone aparecendo nas lavouras mais castigadas pela estiagem. Quem cultiva a cultura na região deve colher menos do que planejou no início do ciclo.

Você Sabia?

Mais de 500 fazendas já misturam lavoura e pecuária no Aegro

Mais de 500 clientes Aegro já tinham cultivo de pecuária cadastrado no sistema antes mesmo de existir um módulo dedicado pra isso. O número mostra uma coisa simples: misturar lavoura e boi na mesma fazenda é regra, não exceção, entre quem já usa a plataforma.

Foi esse uso real que motivou o time a transformar a pecuária num módulo próprio, com controle por lote — não por brinco individual — cobrindo as fases de recria e engorda dentro do mesmo sistema que já organiza o financeiro e o campo da lavoura.

Pra quem gerencia as duas atividades na mesma fazenda, isso significa parar de rodar planilha separada pra cada uma. Dá pra ver o resultado da lavoura e do rebanho lado a lado, apoiado no mesmo dado que já acompanha a safra.

DEMONSTRAÇÃO GRÁTIS
Minuto Reforma

PIS e Cofins voltaram pro insumo

Desde abril, fertilizante, semente e defensivo voltaram a sair da nota com PIS e Cofins: 0,925% combinado, onde antes era alíquota zero.

Esses dois tributos ainda seguem no regime cumulativo durante a transição. Isso quer dizer que o custo passa em cascata até chegar no bolso de quem compra o insumo.

Vale rodar essa conta com o contador antes de fechar a margem da próxima safra.

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Destaques Soja e Milho

Destaques Soja e Milho

Soja

No último fechamento disponível, de terça-feira, o CEPEA/ESALQ da soja ficou em R$ 160,99 por saca, praticamente estável (-0,09%). No físico de ontem, Rondonópolis (MT) pagou R$ 145,50, Maracaju (MS) R$ 147,00 e Paranaguá seguiu no topo com R$ 162,00, o porto que mais recompensa quem tem frete até lá. Lá fora, Chicago fechou a melhor semana da temporada, passando dos US$ 13 o bushel, puxado pela China comprando no ritmo mais rápido em quatro anos. Esse movimento externo ainda não apareceu no indicador brasileiro, que segue represado desde terça — é a distância entre o papel que sobe lá fora e o número parado aqui que vale acompanhar nos próximos dias. Quem tem saca pronta pra embarcar segue com Paranaguá como a praça mais forte da semana.

Milho

O CEPEA/ESALQ do milho fechou o mesmo pregão de terça em R$ 70,94 por saca (-0,03%). Na B3, o contrato de setembro recuou 1,02% com realização de lucro, mas o físico de Campinas (R$ 73,00) segue mais firme que o papel.

Quando o indicador brasileiro atualizar pra refletir a força que Chicago mostrou nesta semana, a soja tem mais espaço pra puxar o reajuste do que o milho, que já vem de uma sequência maior de altas.

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Dados agregados e anonimizados · Atualizados em 15/09/2026