Milho sobe quase 6% no mês
A soja fechou a última sexta em alta forte e o mercado volta de dois dias parados ainda com esse fôlego. O grão saltou mais de 3% num pregão só, empurrado por demanda firme e pela dúvida com a próxima safra dos Estados Unidos. O milho manteve a firmeza e fechou agosto perto de 6% de alta no mês, enquanto a chuva já aparece no horizonte pra abrir a janela do plantio. As cotações completas do dia estão logo abaixo.
Ureia cara, milho barato: a conta que muda a adubação
A ureia acumula alta perto de 90% nos últimos doze meses e virou um dos insumos mais pesados na conta de quem trabalha com pasto. Nitrogênio caro encarece a adubação pesada do capim, que é o caminho clássico de produzir volume na pastagem.
Medido na moeda do pecuarista, o boi, o aperto fica claro. Pra comprar uma tonelada de ureia, o produtor de carne entregava de 14 a 17 arrobas em 2025. Em 2026 já são de 16 a 20 arrobas pela mesma tonelada. O adubo ficou mais caro mesmo quando o preço vem medido em boi.
Do outro lado, o milho está na parte baixa do ciclo, com a colheita da safra brasileira já acima de 88% da área e oferta cheia no mercado. Nesse ponto, o real investido rende mais em energia concentrada, o milho no cocho, do que em adubação de pastagem cara. Quem enxerga essa relação de troca com clareza decide com número na mão, não no escuro.
Soja volta de fim de semana em alta, com dúvida na safra dos EUA
A soja fechou a última sexta com salto de mais de 3% e reabriu a semana ainda nesse embalo. O indicador Cepea/Esalq subiu 3,04% e bateu R$ 159,76 a saca, puxado por demanda firme e pela dúvida com a próxima safra americana. Um levantamento de campo nos Estados Unidos, o Crop Tour, encontrou lavoura de soja e de milho comprometida em Illinois, o que joga incerteza sobre a oferta lá fora. Quem tem soja pronta pra embarque viu a régua de preço subir de novo antes mesmo de o plantio começar aqui.
O milho acompanhou a firmeza e fechou agosto com alta perto de 6% no acumulado do mês, com o indicador a R$ 69,51. A colheita da safra brasileira já passou de 88% da área e, mesmo com essa oferta grande, as consultorias falam em vender aos poucos em vez de fechar tudo de uma vez. Produtor que ainda tem milho guardado ganhou alguns dias de preço firme pra negociar em partes.
A previsão mudou o humor de quem vai plantar. A chuva deve chegar cedo neste ano e se espalhar pelo país já no começo de setembro, com acumulados que passam de 150 milímetros no Sul. Isso abre a janela de semeadura da soja assim que terminar o vazio sanitário. Quem planeja antecipar já pode organizar semente e insumo pra largar na frente.
No café, a colheita da safra 26/27 chegou a 97% e está praticamente encerrada, segundo levantamento da Safras. Com o grão quase todo no armazém, o indicador do arábica recuou de leve, 0,81%, a R$ 1.728,61 a saca. A oferta cheia segura o preço no curto prazo pra quem ainda vai comercializar o que colheu.
Produtores no Aegro relatam até 42% mais lucro
Um número que chama atenção: produtores que usam o Aegro relatam até 42% mais lucro depois de organizar a gestão e cortar desperdício. Não é mágica nem safra melhor. É decisão tomada com dado na hora certa.
A conta fecha porque o desperdício quase sempre está escondido. Insumo comprado a mais, máquina rodando sem controle de custo, talhão que consome mais do que devolve. Quando tudo isso aparece num lugar só, dá pra ver onde o dinheiro escapa.
Com plantio, colheita, estoque e financeiro conversando na mesma plataforma, você sabe quanto custou cada hectare e quanto sobrou de verdade. A margem que estava vazando volta pra dentro da porteira.
Setembro muda a regra da nota de devolução
A partir de 1º de setembro entra a nova regra de referenciamento nas notas de devolução, a VC02-14 da NT 2025.002-RTC.
Esse prazo tem cronograma próprio, separado do que começou em agosto.
Quem trabalha com muita troca e devolução de insumo precisa do emissor de nota atualizado pra não emitir uma devolução travada.
Destaques Soja e Milho
Soja
A soja foi o destaque da última sexta e voltou do fim de semana sem perder força. O Cepea/Esalq subiu 3,04% no fechamento, a R$ 159,76 a saca em Paranaguá, e no físico o porto pagou R$ 158,00, Santos R$ 155,00 e Castro, no Paraná, R$ 150,00. O que puxou foi a soma de demanda firme com a dúvida sobre a próxima safra dos Estados Unidos, depois de um levantamento de campo apontar lavoura comprometida em Illinois. Lá fora, Chicago também fechou a sexta em alta, o que dá sustentação ao preço aqui dentro. Pra quem tem soja pronta pra entrega, o momento coloca um preço cheio na mesa, e a semana começa com o olho na reabertura do mercado e no ritmo do plantio que se aproxima.
Milho
O milho manteve a firmeza e fechou agosto com alta perto de 6% no mês, com o Cepea a R$ 69,51 e o spread entre Santos, a R$ 72,00, e o interior de Goiás, a R$ 60,00, ainda largo. Com a colheita brasileira já acima de 88% da área, quem ainda tem grão guardado tem espaço pra escalonar a venda enquanto o preço segura.
E tem o outro lado da conta: com o nitrogênio caro puxando o custo da adubação, esse mesmo milho barato vira energia mais competitiva no cocho do que o adubo no pasto, uma relação de troca que vale medir antes de decidir a próxima compra.