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Sábado, 29 de agosto

Soja rompe US$ 13 em Chicago

Milho na maior cotação desde 2023, ciclone ameaça o Sul e R$ 4 bi pro fertilizante.

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Soja rompe US$ 13 em Chicago

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A sexta fechou agitada. Soja e milho dispararam juntos, puxados pela força de Chicago, que rompeu os US$ 13 por bushel. O governo destravou R$ 4 bilhões em crédito com taxa subsidiada pra fertilizante, e um ciclone com rajadas de até 100 km/h ameaça a colheita do café no Sul. As cotações completas do dia estão logo abaixo.

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O "sem juros" custa mais caro no cletodim

Parcelamento "sem juros" de defensivo parece grátis, mas quase nunca é. No cletodim, o prazo carrega um custo escondido que pesa mais do que em produtos parecidos.

Na safra 25/26, quem comprou cletodim a prazo pagou 8,9% a mais do que quem pagou à vista, para financiar cerca de 158 dias. Fazendo a conta, isso dá perto de 21,8% ao ano embutidos só no parcelamento.

Pra comparar: o glifosato, na mesma safra, saiu com juro implícito de cerca de 14,7% ao ano. O cletodim ficou mais caro no crédito disfarçado de prazo. Antes de aceitar o "sem juros" do seu fornecedor, peça a taxa implícita do prazo e compare com o custo do seu crédito de giro.

Destaques da Mídia

Soja e milho disparam junto com Chicago

Soja e milho disparam junto com Chicago

Soja e milho fecharam a sexta em alta forte, no mesmo movimento. Em Chicago, a soja rompeu a marca de US$ 13 o bushel com o trigo disparando e novas vendas do USDA no radar, enquanto o milho chegou à maior cotação desde 2023, sustentado pela exportação recorde dos Estados Unidos. No físico brasileiro, a soja em Paranaguá já negocia acima de R$ 150 a saca. Quem está com contrato de venda em aberto viu a régua de preço subir de uma vez só.

O governo liberou R$ 4 bilhões em crédito a taxa subsidiada pra cadeia de fertilizante, anúncio do vice-presidente Geraldo Alckmin. É dinheiro carimbado pra baratear o insumo que mais pesa no custo da próxima safra. Quem vai fechar compra de adubo em breve tem motivo pra perguntar ao fornecedor sobre essa linha antes de tomar crédito comum.

No Sul, um novo ciclone chega com chuva forte e rajadas de até 100 km/h, bem no meio da colheita do café. O aviso preocupa cafeicultores que ainda têm grão maduro no pé. Quem está colhendo essa semana tem motivo pra correr contra o tempo antes da chuva bater.

Pro lado bom, a previsão indica chuva chegando cedo, ainda no começo de setembro, o que deve abrir a janela de plantio da soja assim que terminar o vazio sanitário. Quem planeja antecipar semeadura já pode adiantar a logística de semente e insumo pro início da safra.

Você Sabia?

O produtor brasileiro perde 40% de receita por falta de gestão

Um dado que dói: em média, o produtor rural brasileiro deixa 40% da receita na mesa só por falta de gestão. Não é falta de safra boa, nem de preço bom. É informação que não chega na hora certa pra decidir.

O Aegro nasceu pra fechar essa conta. A plataforma junta plantio, colheita, financeiro e estoque num só lugar, pra você saber exatamente quanto custou cada hectare e quanto sobrou de verdade no fim da safra.

Com o número certo na mão, decisão de venda, de compra de insumo e de próximo plantio deixa de ser no feeling. Quem organiza a gestão recupera parte real dessa margem perdida.

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Minuto Reforma

Setembro: o mês que define seu crédito de 2027

Até setembro sai o ato conjunto do Ministério da Fazenda com o Comitê Gestor do IBS que fixa os percentuais do crédito presumido do produtor rural não contribuinte pra 2027.

Esse crédito é o que o comprador da sua safra aproveita na hora de pagar.

Vale acompanhar quando o número sair e já conversar com o contador sobre entrar ou não no regime.

ACESSE O CONTEÚDO DETALHADO

Destaques Soja e Milho

Destaques Soja e Milho

Soja

A disparada de Chicago, que rompeu os US$ 13 o bushel nesta sexta com o trigo em alta forte, chegou também no físico brasileiro: o Cepea/Esalq (27/08, ainda represado no fechamento de quinta) subiu 0,82%, a R$ 149,21 a saca, e Paranaguá negociou a R$ 155,00. Quem está com soja pronta pra embarque já sente esse preço melhor na hora de fechar contrato.

Milho

O mesmo movimento de Chicago levou o milho à maior cotação desde 2023, puxado pela exportação recorde dos Estados Unidos. Aqui dentro, o Cepea/Esalq (27/08, fechamento de quinta) fechou em alta de 0,38%, a R$ 69,05, com Santos pagando R$ 72,00 na praça. O spread entre os portos de Santos e Paranaguá ficou apertado, sinal de escoamento aquecido dos dois lados.

Enquanto essa força de Chicago se mantiver, quem ainda guarda parte da safra tem uma janela melhor pra negociar essa semana.

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Dados agregados e anonimizados · Atualizados em 29/08/2026