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Grãos sobem e frio atinge o Sul

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A semana fechou forte para os grãos: na sexta a soja renovou máximas em Chicago e a China voltou a comprar pesado dos Estados Unidos, com o mercado já apostando numa oferta americana menor. No fim de semana, a primeira onda de frio forte do ano chegou ao Sul e trouxe geada para pontos do Rio Grande do Sul e do Paraná, com trigo e canola no meio do caminho. E o Pro Farmer confirmou um milho americano abaixo do que o próprio USDA projetava. Tem bastante coisa pra começar a segunda-feira sabendo.

Compare Preços

Onde mora a maior diferença de preço na safrinha

Quando a gente cruza as notas fiscais de quem plantou safrinha de milho em 2026, a diferença entre o melhor e o pior preço não é igual em todo insumo. Num levantamento com notas reais de produtores em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e Minas Gerais, o Hero, da FMC, apareceu com 91,7% de variação entre o menor e o maior preço no mesmo trimestre e no mesmo estado. O Kraton veio com 72%, e Engeo Pleno S, Abacus HC e Exalt ficaram na casa dos 70%.

O padrão que salta aos olhos é que os inseticidas concentram a maior dispersão. Faz sentido: são produtos comprados em volume, com janela curta de aplicação, e muita gente fecha às pressas quando a praga aparece na lavoura. Quem compra correndo costuma comprar caro.

A leitura prática é direta. Antes de a praga chegar, vale ter os inseticidas cotados em mais de um canal, porque é neles que a diferença pesa mais no bolso. Comprar bem não depende do clima nem do preço do milho lá na frente; depende de comparar antes de fechar.

Destaques da Mídia

A semana fechou em alta e o frio voltou ao Sul

A semana fechou em alta e o frio voltou ao Sul

A soja terminou a semana renovando máximas em Chicago, que acumulou cerca de 4% de valorização em cinco pregões. Na sexta, os Estados Unidos venderam 1,43 milhão de toneladas num único dia, sendo 712 mil para a China, que segue comprando com receio de uma safra própria menor. O resultado do Pro Farmer jogou lenha na fogueira: os técnicos estimaram a produtividade do milho americano em 173,2 bushels por acre, bem abaixo dos 180,7 que o USDA projetou em agosto, enquanto a soja veio em 53,3, acima da conta oficial. Quem ainda tem soja pronta pra negociar entra a semana com o comprador mais disposto do que vinha.

No Brasil, o fim de semana trouxe a primeira onda de frio forte do ano. As mínimas caíram para a faixa de 2°C a 4°C em cidades gaúchas como Bagé, Ijuí e Santa Rosa, e a geada apareceu também em Guarapuava, no Paraná. A canola, que está quase toda em floração ou enchimento de grão, e o trigo em fase inicial no Rio Grande do Sul são os mais expostos ao frio dessa fase. Produtor de inverno no Sul começa a semana conferindo talhão por talhão o que a geada deixou pra trás.

No mercado interno, a colheita da safrinha de milho já passou de 84% da área no país, o que vai tirando a pressão de oferta que vinha segurando o preço. O café arábica foi na direção contrária e recuou 0,98% na sexta, cotado a R$ 1.803,76 pela referência CEPEA/ESALQ, com as praças de Minas Gerais cedendo mais de 2%. Quem tem café guardado viu a conta encolher um pouco no fim da semana.

Você Sabia?

O Compare Preços tem um plano pra cada tamanho de compra

Se a maior diferença de preço mora nos insumos comprados às pressas, a pergunta que sobra é como comparar sem virar um trabalho manual. O Compare Preços, o serviço de inteligência de preços da Aegro, usa nota fiscal real pra mostrar quanto outros produtores da sua região pagaram no mesmo insumo.

Ele vem em quatro planos: o Free, o Safra com 20 consultas por mês, o Pro com 75 e o Premium com 250 (sem limite pra quem tem certificado A1 instalado no Aegro Gestão). Desde 13 de agosto, os pacotes avulsos de consulta saíram do ar, então o caminho agora é escolher o plano que combina com o volume de compra da sua safra.

Na prática, quem cota bastante na janela de compra de defensivo se paga rápido: cada consulta bem feita é uma chance de não ser o produtor que pagou o preço mais alto da praça.

DEMONSTRAÇÃO GRÁTIS
Minuto Reforma

Setembro muda a regra da nota de devolução

A partir de 1º de setembro de 2026 entra em vigor a regra de referenciamento obrigatório nas notas de devolução, dentro da mesma nota técnica que mudou a NF-e em agosto (a NT 2025.002-RTC).

Na prática, a nota de devolução vai precisar apontar corretamente a nota de origem para ser autorizada. Sem isso, a devolução pode travar.

Esse cronograma é separado do de agosto e mira quem lida com muita troca e devolução de insumo. Se você devolve produto com frequência, vale confirmar com o seu contador se o emissor de notas já está atualizado antes do dia 1º.

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Destaques Soja e Milho

Destaques Soja e Milho

Milho

O CEPEA/ESALQ do milho subiu 0,24% na sexta e fechou a R$ 67,90 o saco em Campinas. No físico, Campinas pagou R$ 69,00, Itapetininga ficou em R$ 64,00 e o porto de Santos operou a R$ 68,00 para entrega de agosto e setembro. Com a colheita da safrinha já acima de 84% da área, a oferta pesada começa a ficar para trás, e o resultado do Pro Farmer lá fora dá um empurrão extra no mercado internacional. Produtor que ainda tem milho em estoque ganha tempo para negociar sem a pressão do pico de colheita.

Soja

A soja teve semana de valorização puxada por Chicago, mas o indicador CEPEA/ESALQ Paranaguá recuou 0,61% na sexta, a R$ 153,68 o saco, com o dólar mais fraco pesando no preço em real. No físico, o porto de Paranaguá ficou em R$ 154,00, Castro (PR) a R$ 140,00 e Rondonópolis (MT) a R$ 141,00. A força vem de fora: China comprando e safra americana em xeque.

A semana que vem tem os dois grãos olhando para fora: no milho, o quanto o número menor do Pro Farmer se confirma; na soja, se a China mantém o ritmo de compra. Quem for comparar preço de venda esta semana faz bem em olhar como a sua praça está em relação a Paranaguá e a Campinas antes de fechar.

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Dados agregados e anonimizados · Atualizados em 25/08/2026