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Calor de 40°C ronda o Centro-Oeste

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A quarta-feira fechou com o mercado de grãos reagindo lá fora: a soja e o milho subiram em Chicago, puxados pela chuva sobre o Corn Belt americano e pelos primeiros números do Pro Farmer Crop Tour. Por aqui, o dólar recuou à espera da decisão do Federal Reserve, e o Centro-Oeste amanheceu sob alerta de calor acima de 40°C, o que ajuda a colheita da segunda safra de milho a avançar mais rápido. Tem também uma projeção de safra recorde que vale a leitura.

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A margem da safrinha tem duas alavancas, mas só uma está no seu controle

A conta da margem de 2026 tem dois lados. De um lado, a produtividade no campo: depende do clima, do manejo, da janela de plantio. O produtor influencia, mas não controla sozinho. Do outro lado, a compra inteligente de insumos: depende de cotação, sazonalidade e da condição comercial negociada, e aqui o controle é total.

Ontem o próprio mercado lembrou dessa divisão: o Centro-Oeste amanheceu sob calor de mais de 40°C, ajudando a colheita da safrinha a avançar mesmo com risco para as lavouras vizinhas. É o lado do campo funcionando a favor, por ora, mas sem garantia nenhuma para a próxima safra.

A conclusão prática é direta: a alavanca mais previsível para a margem de 2026 está na compra, não no campo. Comprar bem não depende do clima. Vale revisar agora, antes do pico de demanda por insumo, se a cotação que você fechou reflete condição real de mercado ou só o primeiro preço que apareceu.

Destaques da Mídia

Pro Farmer eleva grãos lá fora, calor acelera a safrinha aqui

Pro Farmer eleva grãos lá fora, calor acelera a safrinha aqui

A soja e o milho subiram em Chicago ontem, embalados pela chuva que caiu sobre o Corn Belt americano e pelos primeiros números do Pro Farmer Crop Tour, expedição anual que avalia lavoura no local. O contrato de setembro da soja fechou perto de US$ 1.221,00 o bushel. Cada relato de lavoura encharcada nos Estados Unidos é espaço a mais que se abre para o grão brasileiro lá na frente.

O Centro-Oeste amanheceu ontem sob alerta de calor acima de 40°C, com baixa umidade no ar. A notícia parece só clima, mas tem lado bom: o calor seco favorece o avanço da colheita da segunda safra de milho, que ganha ritmo justamente na hora em que o produtor quer o grão fora do campo e pronto para negociar.

O Banco do Brasil prevê renegociar pelo menos R$ 30 bilhões em dívidas rurais em agosto e setembro, apoiado pela MP 1376. Quem está com parcela apertada esse mês faz bem em procurar o banco antes do vencimento, não depois: renegociação prévia costuma sair em condição melhor do que renegociação de dívida já vencida.

Enquanto isso, o dólar recuou ontem a R$ 5,17, à espera da ata do Federal Reserve. Câmbio mais fraco tende a esfriar um pouco o preço da exportação medido em reais, então quem for travar contrato em dólar essa semana faz bem em acompanhar o desfecho da reunião do Fed antes de fechar.

Você Sabia?

Aegro Insights agora é Compare Preços na tela

Se você usa a ferramenta de comparação de preço de insumo por nota fiscal, repara: o nome mudou. O que era "Aegro Insights" na tela virou "Compare Preços", no menu, nos títulos e nos textos de ajuda.

A mudança é só de nome, não de endereço nem de função: o acesso continua em insights.aegro.com.br, e o produto segue fazendo a mesma coisa, comparando o preço que você pagou com a média da região a partir de nota fiscal real.

Nome novo, função igual. Se você tinha o link antigo salvo ou procurava "Aegro Insights" no menu, agora é "Compare Preços" que aparece.

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O que é IVA, na prática

IVA é Imposto sobre Valor Agregado. Você paga só sobre o que agregou, não sobre tudo que vendeu. Comprou insumo por R$ 100 mil e vendeu a safra por R$ 130 mil? O imposto incide sobre os R$ 30 mil de diferença, não sobre os R$ 130 mil cheios. É esse mecanismo que tira o efeito cascata do sistema antigo, onde o imposto de uma etapa virava custo escondido na próxima.

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Destaques Soja e Milho

Destaques Soja e Milho

Soja

O indicador CEPEA/ESALQ do Paraná fechou a terça-feira em R$ 143,21 a saca, alta de 1,07%, no último pregão publicado até o fechamento desta edição. No físico já de ontem, o Porto de Paranaguá negociou o contrato de setembro a R$ 154,00, Brasília (DF) a R$ 139,00 e Castro (PR) a R$ 138,00. Lá fora, a soja disparou mais de 1% em Chicago ontem, embalada pela chuva sobre o Corn Belt americano e pelos primeiros números do Pro Farmer Crop Tour, que já apontam lavoura encharcada em parte dos Estados Unidos. Cada ponto de produtividade que os americanos perdem é espaço a mais para o grão brasileiro na exportação que vem pela frente. Quem tem soja de safra nova para negociar ganha, por ora, um referencial de porto mais forte do que na semana passada.

Milho

O CEPEA/ESALQ nacional fechou a terça-feira em R$ 67,20 a saca, alta de 0,73%, também no último pregão disponível. No físico já de ontem, Campinas (SP) e o Porto de Santos operaram a R$ 69,00.

Os dois grãos seguiram o mesmo tom de alta lá fora ontem, puxados pelo mesmo Pro Farmer Crop Tour, mas a soja reagiu com mais força que o milho. Quem for travar contrato grande de qualquer um dos dois grãos essa semana faz bem em acompanhar o ritmo da colheita americana e o câmbio antes de decidir.

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Dados agregados e anonimizados · Atualizados em 19/08/2026