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Soja e milho sobem forte em Chicago

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Segunda-feira fechou com soja e milho disparando em Chicago, empurrados pelo dólar mais forte e por um clima que não ajuda a safra americana: as primeiras paradas do Pro Farmer Crop Tour já mostram excesso de umidade prejudicando lavouras nos Estados Unidos. No Brasil, Mato Grosso deve confinar 1,33 milhão de bovinos neste ano, alta de 43% sobre o ano passado. Lá embaixo tem o motivo pelo qual, na mesma safra e na mesma região, o custo do fungicida pode variar 64,7% de produtor para produtor.

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Mesma safra, 64,7% de diferença por hectare

O corte que mais pesa no custo de defensivo não é entre estados nem entre safras. É entre produtores no mesmo ano, na mesma região, plantando a mesma cultura.

Na safra 25/26, o custo do clorotalonil variou de R$ 23,96 por hectare na ponta mínima a R$ 39,46 na máxima, uma distância de 64,7% entre quem pagou menos e quem pagou mais pelo mesmo insumo.

Numa fazenda de 1.000 hectares, essa diferença soma cerca de R$ 15,5 mil a mais por aplicação, e o fungicida costuma entrar mais de uma vez na safra. O que muda o resultado não é só o preço de tabela do fornecedor, é a negociação que cada produtor faz.

Destaques da Mídia

Chicago dispara, MT bate recorde de confinamento

Chicago dispara, MT bate recorde de confinamento

A soja e o milho dispararam em Chicago na segunda-feira, com o contrato de setembro da soja fechando em alta de quase 2%, a US$ 12,01 o bushel, e o milho subindo mais de 1,3%, a US$ 4,65. O dólar mais forte ajudou, mas o principal motor veio do campo americano: as primeiras paradas do Pro Farmer Crop Tour 2026, em Dakota do Sul e Ohio, já mostram excesso de umidade reduzindo a expectativa de produtividade de milho e soja por lá. Produtor brasileiro com grão para vender na safra nova ganha um referencial mais forte de preço externo para negociar prêmio de porto essa semana.

As tempestades que atingiram o Corn Belt nos últimos dias reforçam esse cenário: quanto mais a safra americana perde força, mais espaço sobra para o grão brasileiro ganhar competitividade lá fora. Quem acompanha exportação já sentiu isso — o Brasil embarcou mais de 2,2 milhões de toneladas de milho só nos 10 primeiros dias de agosto.

Na pecuária, Mato Grosso deve confinar 1,33 milhão de bovinos neste ano, alta de 43% sobre 2025, com pico de abate esperado entre setembro e novembro. Quem mistura lavoura e pecuária no Centro-Oeste tem aí um sinal de demanda por milho e ração que deve se manter forte no segundo semestre.

No mercado de capitais, o Itaú estruturou uma oferta de R$ 4,8 bilhões para o maior Fiagro do país, fundo que deve reproduzir no agro o mesmo modelo já usado em infraestrutura. É mais uma porta de crédito de longo prazo abrindo para quem financia expansão de área ou armazenagem.

Você Sabia?

DANFE ao lado do lançamento, sem sair da tela

Todo lançamento criado a partir de uma nota fiscal passa pela mesma conferência: antes de salvar, você quer olhar o documento e confirmar valor, fornecedor e vencimento. Só que esse documento não ficava à mão — era sair do lançamento, procurar a nota em outra tela e voltar.

Agora a DANFE abre ao lado do lançamento e fica anexada nele, pronta pra conferir sem trocar de tela. Vale também para nota emitida pela própria fazenda, que antes não tinha esse documento disponível nesse fluxo.

A novidade vale para NF-e na versão web do Aegro Negócios. Menos telas abertas, menos chance de lançar valor errado por falta de conferência rápida.

Minuto Reforma

Saldo credor e ressarcimento

Crédito acumulado sem débito para abater pode virar dinheiro de volta.

O ressarcimento padrão sai em até 180 dias.

Quem está em programa de conformidade da Receita, como OEA ou Conformidade RFB, recebe em até 30 dias.

Organizar o XML da nota e manter a governança fiscal em dia deixou de ser só obrigação — virou vantagem competitiva na hora de reaver esse crédito mais rápido.

Destaques Soja e Milho

Destaques Soja e Milho

Soja

O indicador CEPEA/ESALQ de Paranaguá fechou a sexta-feira em alta de 0,84%, a R$ 141,16 a saca, e segue como o último pregão oficial disponível. No físico de ontem, o Porto de Paranaguá pagou R$ 153,00 no contrato de setembro (alta de 2%) e R$ 151,00 no disponível, enquanto o Porto do Rio Grande fechou a R$ 152,00. Em Chicago, o contrato de setembro fechou ontem em alta de quase 2%, a US$ 12,01 o bushel, com o dólar mais forte e o clima adverso nos Estados Unidos sustentando o movimento. Quem tem soja de safra nova para negociar ganha um referencial de porto mais forte essa semana.

Milho

O CEPEA/ESALQ nacional fechou a sexta-feira com alta de 0,39%, a R$ 66,35 a saca, também no último fechamento oficial publicado. No físico de ontem, Campinas pagou R$ 68,00, o Porto de Santos R$ 69,00 para o período agosto/setembro e o Porto de Paranaguá R$ 68,00 no disponível. Na B3, o contrato de setembro avançou 1,34%, a R$ 70,29, e em Chicago o mesmo contrato subiu 1,31%, a US$ 4,65 o bushel.

Os dois grãos subiram juntos ontem, puxados pelo mesmo motivo: dólar mais forte e clima que aperta a oferta americana. Quem escoa pelos portos de Paranaguá, Rio Grande ou Santos capturou o melhor prêmio da semana. Vale comparar sua praça local com esses valores antes de fechar o próximo lote.

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Dados agregados e anonimizados · Atualizados em 18/08/2026