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BB deve renegociar R$ 30 bi

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A sexta fechou o mercado de grãos no positivo antes do fim de semana: a soja subiu forte em Paranaguá, o milho e o café também terminaram no verde, com Chicago firme lá fora por causa da tensão entre Rússia e Ucrânia e das chuvas no cinturão americano. No radar da semana, a dívida rural ganhou fôlego com a MP 1376, e o Banco do Brasil já sinaliza renegociar cerca de R$ 30 bilhões. E o clima segue rachando o país: chuva pesada no Sul, calor e veranico no miolo do Brasil.

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O "sem juros" que cobra 30% ao ano

O anúncio é sempre o mesmo: "30, 60 e 90 dias sem juros". Só que a diferença entre o preço à vista e o preço a prazo do insumo é, na prática, juro embutido. Em prazos curtos como esse, a taxa anualizada da safrinha de milho aparece entre 25% e 30% ao ano, escondida dentro do "sem juros".

Vale colocar lado a lado. O crédito rural disponível hoje custa algo entre 8% e 12% ao ano. O capital de giro parado em ativos gira perto de 10% a 14% ao ano. O "sem juros" do fornecedor roda a 25% ou 30%. É a condição mais cara das três, com o nome da mais barata.

Quem tem capital de giro custando menos de 14% ao ano, ou crédito rural na mão, sai na frente negociando desconto à vista no lugar do parcelamento. Na safrinha 2026, em que a margem vem mais da compra do que do preço do milho, essa é uma das poucas alavancas que dependem só do produtor, não do clima.

Destaques da Mídia

Dívida rural ganha fôlego e os grãos fecham a sexta no verde

Dívida rural ganha fôlego e os grãos fecham a sexta no verde

A dívida rural voltou ao centro da conversa na sexta. Dentro da MP 1376, o Banco do Brasil sinalizou renegociar cerca de R$ 30 bilhões entre agosto e setembro, enquanto entidades cobram mais velocidade na operacionalização do programa, já que só 13% da carteira prevista foi liberada até agora. Produtor com parcela apertada nesta safra tem aí uma janela concreta para reorganizar o caixa antes do plantio de verão.

Lá fora, os grãos amanheceram firmes. A tensão entre Rússia e Ucrânia sustentou o milho e o trigo, e a soja avançou em Chicago com as chuvas chegando ao cinturão americano e o início do Pro Farmer Crop Tour, que mede a lavoura dos Estados Unidos de perto. Esse é o pano de fundo que puxou o físico brasileiro para cima na sexta.

O clima seguiu dividido no fim de semana. O Sul entrou sob chuva pesada, enquanto boa parte do miolo do país amanheceu em veranico, com termômetros perto de 40°C em alguns pontos. Lavoura em preparo de área e quem depende de janela de plantio precisa olhar as duas pontas: água demais de um lado, calor e solo seco do outro.

No café, o arábica voltou a subir e sustentou o físico mineiro, com o Sul de Minas negociando acima de R$ 1.850 a saca na sexta. Quem tem café guardado ganhou mais um dia de preço firme para decidir a venda.

Você Sabia?

O Compare Preços agora mora num lugar só

O Compare Preços saiu do app Aegro Negócios. O card que aparecia na tela inicial agora leva direto para o Compare Preços dentro do Aegro Insights, em insights.aegro.com.br, onde tudo passou a ficar concentrado numa única base de dados.

Na prática, você compara o que pagou pelos seus insumos com a média da sua região a partir de nota fiscal real, no mesmo lugar em que acompanha os relatórios de mercado.

É a ferramenta que responde à conta do bloco acima: antes de fechar o parcelamento "sem juros" ou o desconto à vista, dá para ver de que lado da média o seu preço está.

Minuto Reforma

O que entra como crédito

Geram crédito a seu favor no novo sistema: máquinas, arrendamento, frete de insumos, serviços contratados, combustível da operação e energia.

Para valer, tudo precisa estar com NF-e idônea no nome da operação rural. Despesa pessoal misturada com a da fazenda fica de fora e não vira crédito.

Organizar isso agora é o que garante abater imposto lá na frente, quando o IBS e o CBS entrarem para valer.

Destaques Soja e Milho

Destaques Soja e Milho

Soja

O indicador CEPEA/ESALQ de Paranaguá fechou a sexta em alta de 1,37%, a R$ 148,95 a saca, no último pregão antes do fim de semana. No Paraná, o indicador ficou em R$ 141,16 (+0,84%). No físico de sexta, Maracaju (MS) pagou R$ 131,00, enquanto Sorriso (MT) e Rio Verde (GO) ficaram em R$ 125,00. Com Chicago firme por causa da guerra e das chuvas no cinturão americano, quem negocia prêmio de porto nesta semana entra com uma referência de preço mais alta do que na semana passada.

Milho

O CEPEA/ESALQ de Campinas fechou a sexta em leve alta de 0,39%, a R$ 66,35 a saca. No físico de sexta, o Porto de Paranaguá pagou R$ 68,00 e Campinas (SP) R$ 67,00, enquanto Sorriso (MT) operou a R$ 43,70. O spread entre porto e interior passou de R$ 24 por saca, bem acima do normal.

Nas duas culturas, quem escoa direto pelos portos capturou o melhor prêmio da sexta. Vale comparar a sua praça local com Paranaguá antes de fechar frete e lote nesta semana que começa sem pregão novo até segunda à tarde.

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Dados agregados e anonimizados · Atualizados em 18/08/2026